segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Super 8


O que podíamos esperar quando a mente brilhante de Spielberg se junta com uma das mentes mais criativas da atualidade? Bem, eu achava que iria ser um encontro épico, pois teríamos a invencionice e criatividade do pai de Lost, J. J. Abrams, com os toques de genialidade do pai do E.T., mas o que eu acabei vendo foi uma grande homenagem aos filmes que cresci assistindo durante a minha infância e nada mais.

O filme tem todos os elementos que fizeram os filmes famílias dos anos 80 um sucesso, como E.T. e os Goonies, sendo que ainda sobrou um pouco para Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Falando em Os Goonies, não tem como não lembrar por conta do tom do início do filme que é praticamente o mesmo deste ‘clássico’ (da Sessão da Tarde).

Porém o filme fica somente nisso mesmo, homenagens e mais homenagens, esquecendo de ser um pouco mais original, inclusive ao ‘monstro’ que era uma mistura de Cloverfield com o General Grievous de Star Wars. Destaco como positivo o efeito especial do acidente de trem e o elenco principal, personagens de Joel Courtney (Joe) e Ellen Fanning (Alice).

 Talvez tenha faltado um requinte maior no roteiro por conta de alguns buracos e de dar um pouco mais de personalidade aos personagens secundários, limitados a meros estereótipos.

Confesso que me diverti mais quando os amigos estavam filmando um filme sobre zumbis em uma clara homenagem ao filme Madrugada dos Mortos do George Romero.

Por ironia um dos personagens fala em ‘valor de produção’, algo que realmente ficou faltando por aqui.

Nota - 6,0 - J.J. Abrams concentre-se em Star Trek e Spielberg no Tintim


Veja Também:

Conta Comigo
Os Goonies
Madrugada dos Mortos (1968)
E.T.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2011 em Cinema

Depois de um tempinho sem postar nada, eis que volto a escrever. Para isso, preparei uma lista dos filmes que são destaque para o próximo ano.

O ano de 2010 foi um ano bem interessante para o cinema, pois tivemos muitos filmes que cumpriram o seu papel, outros nem tanto e algumas gratas surpresas. Mas o que esperar do próximo ano?

O ano de 2011 terá muitos filmes que prometem arrastar muita gente ao cinema. Muitos lançamentos que prometem fazer sucesso de público (só esperamos que a qualidade também venha junta).

Separei alguns filmes que chegarão ao cinema (os estrangeiros são baseados na data de estréia no circuito americano) por cada mês. Esse ano pelo menos vamos ter que guardar um dinheirinho para poder assistir à pelo menos metade deles. J

Confira agora os filmes:


Janeiro

Besouro Verde (Green Hornet) – Seth Rogen em um remake da série que lançou Bruce Lee no ocidente. 

O que esperar? Não muito, pelo trailer tem cara que assistirei em DVD. Porém o diretor é Michael Gondry, o mesmo de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças.




Brasil Animado 3D - Primeira tentativa do cinema brasileiro no mundo 3D e ainda no ramo da animação. Stress e Relax partem em uma viagem em busca do “Grande Jequitibá Rosa”.


O que esperar? Pela qualidade da animação, não muito, mas vale a pena pela tentativa e apoio aos animadores brasileiros tentando fazer alguma coisa diferente.




Fevereiro

Nada muito interessante...


Março


Appolo 18 – Um mockumentary (falso documentário) sobre a missão de mesmo nome que tinha como objetivo chegar à lua, assim como seu primo Appolo 13. Só que o negócio aqui é chocar o público com nada mais do que Aliens no nosso astro noturno.



O que esperar? É uma idéia bem legal se formos analisar com calma, além do mais é produzido por Timur Bekmambetov (O Procurado). O ruim é que já está se tornando um saco esse negócio de falsos documentários que encheram a tela nesses dois últimos anos (Rec, Atividade Paranormal, Cloverfield e o Último Exorcismo).




Battle: Los Angeles – Aaron Eckhart (Harvey Dent do filme do Batman – Cavaleiro das Trevas) vestindo seu uniforme do exército lutando contra ETs. Uma mistura de filmes de guerra com Independence Day.

O que esperar? Filme de ETs e guerra? Estou lá.




Sucker Punch – Dirigido por Zack Snyder (300 e Watchmen), é a nova tentativa do diretor contratado para fazer o filme do Superhomem. Garotas com roupas apertadas lutando contra dragões, monstros vestidos de samurais e de Nazistas disparando rajadas de tiros com metralhadoras. É preciso falar mais algumas coisa?

O que esperar? Só resta saber se todos esses elementos vão ter algum tipo de profundidade e não apenas lutas estonteantes, efeitos especiais e muita, mas muita câmera lenta. Gosto do senso estético do Snyder, algo suficientemente interessante para me fazer gastar meu dinheiro.




Bróder - Conta a história de três amigos da periferia de São Paulo que tomaram rumos diferentes, mas que a vida dá um jeito de colocá-los juntos novamente.

O que esperar? Bastante elogiado e premiado pelos festivais por onde passou (ganhou o festival de Gramado como melhor filme). Suficiente para chamar a atenção.






Continua...

domingo, 22 de agosto de 2010

A Origem (Inception, 2010)

O novo filme de Christopher Nolan (Batman Begins, Cavaleiro das Trevas) pode ser definido como cinema na sua essência: criar um mundo imaginário onde podemos tudo. Essa definição ficou ecoando na minha cabeça ao terminar de assistir a mais um grande filme deste diretor que vem acertando a mão em seus filmes e tem tudo para ser (se já não é) um dos grandes nomes da sétima arte.

Ver o retrospecto de suas obras é basicamente passear por filmes que tem como base a mente humana, o psicológico. Ao total são sete filmes: Following, Amnésia, Insônia, Batman Begins, O Grande Truque, Cavaleiro das Trevas e o mais recente A Origem. Desses todos citados, Amnésia ainda é a sua obra de arte, filme indispensável para a coleção de qualquer cinéfilo. Porém, o que mais chama a atenção não é a temática, mas sim a qualidade dos seus trabalhos e a firmeza com a qual a trama é regida, pois não há um filme sequer desta lista que podemos definir como apenas mediano.

A sinopse deste filme foi escondida por Nolan a sete chaves desde a sua concepção até o início da divulgação e campanhas de marketing. Nesta trama seguimos os passos de Dom Cobb (Leonardo DiCaprio, excelente como sempre), um experiente ladrão de informações que age de maneira peculiar ao  extrair valiosos segredos do subconsciente das pessoas durante o sono, dentro dos seus sonhos. Com isso, por ser um espião, seus métodos peculiares passaram a ser conhecido no submundo do crime e do mundo corporativo, o que faz com que ele se transforme em um fugitivo internacional, resultando no abandono das pessoas que mais amava: seus filhos. Agora Cobb possui um último trabalho que pode fazer com fique isento de todos os seus crimes e possa voltar para casa: realizar a missão impossível de implantar uma idéia, não extrai-la.

A partir disso temos um filme clássico de roubo com cara de Onze Homens e um Segredo: a montagem da equipe e o plano perfeito. No elenco temos também Marion Cotillard (Piaf), Joseph Gordon-Levitt (500 Dias com Ela), Ellen Page (Juno) e Michael Caine (sem comentários).

A Origem é um filme praticamente impecável, mas o seu ponto negativo não é necessariamente o filme, mas o seu conteúdo que é bastante rico, ou seja, muitas informações são jogadas na tela fazendo com que os espectadores menos atentos se percam. Aliás, informações essas que poderiam ser exploradas de outras formas, como uma HQ ou livro, dando mais liberdade para trabalhar as idéias, enriquecendo um mundo que por si só já é bastante complexo.

O filme todo é um emaranhado de informações que se conectam à medida que a trama se desenrola. Este talvez seja o grande barato dessa produção, juntar as peças para que se encaixem como um grande quebra-cabeça, até mesmo as cenas de ação contam com um toque de arte mais refinado, destacando-se a cena de luta em gravidade zero.

Não vou entrar em detalhes, pois comentar além do que falei aqui pode gerar muitos spoilers que possam estragar a experiência que é assistir a este filme. No mais, ele é passível de interpretações por conta do final que fica em aberto, ou seja, nada de uma verdade absoluta. Saberemos quando Chis Nolar disser em público, algo que acho bem difícil.

De uma coisa eu tenho certeza é de que este filme estará concorrendo na corrida pelo Oscar de melhor roteiro original, pois como mencionei antes, este é um belo exemplo daqueles filmes que te fazem pensar por dias e até mesmo por semanas. Em tempos em que a criatividade de Hollywood está lá embaixo, só temos mesmo que agradecer por mais uma grande experiência de assistir a um filme bom sem medo de estar sonhando.

Nota: 9,0 – Que venha o Batman 3!

Assista também:
Amnésia
Onze Homens e um Segredo
O Plano Perfeito
A Cela
O Grande Truque

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Férias Frustradas de Verão (Adventureland, 2009)

A adolescência é uma época que marca demais a nossa vida, pois é a idade em que passamos a ver o mundo com outros olhos e deixamos de lado todas as nossas experiências enquanto criança, ou seja, mudamos completamente os nossos interesses. Mas o que faz desse ciclo algo tão especial são os amores, as paixões e os amigos que ficam ao longo do caminho.
 

É muito difícil encontrar diretores de cinema ou de televisão que conseguem captar como os adolescentes são e como eles se comportam, principalmente porque quem está de trás da câmera é alguém que já cresceu e que pode vir a ter uma visão distorcida do que é realmente ser um adolescente e os conflitos gerados por essa idade. É diferente de assistir a um American Pie que a maioria dos adolescentes (interpretados por gente com quase o dobro de idade) só fazem besteiras e situações extremamente absurdas com um único intuito de fazer ri

Quando a temática é suficientemente verdadeira, passamos a nos identificar com as personagens que estão na tela, acreditamos no que estamos vendo. É algo muito bom quando temos a impressão que os acontecimentos dali podem ter sidos baseados (e foram) em experiências reais, vemos que o material tem coração e alma. Nesse quesito podemos ficar contentes em saber que Greg Mottola, mesmo diretor de Superbad – É Hoje, consegue assinar mais um filme que vai deixar a sua marca nos filmes do gênero.

Ao contrário de Superbad, Mottola não investe desta vez no humor, mas sim no drama. Por conta disso, algumas pessoas que assistiram a este filme achando que iriam ver outro Superbad, enganaram-se. Isso é bom pra mostrar que diferentemente de Judd Apatow, que produziu seu filme anterior, Mottola consegue dirigir algo que seja diferente de uma comédia, mostrando suas habilidades em lidar com temáticas diferentes.

A trama se passa no ano de 1987, ano em que James Brennan (interpretado por Jesse Eisenberg, irmão-gêmeo-de-Michael-Cera-separados-no-parto) se forma no colégio. Ao ficar frustrado por não poder ir à Europa com seu amigo por conta de um problema financeiro de seus pais, ele acaba conseguindo emprego num parque de diversões. Além dele, estão no elenco Kristen Stewart (a Bela de Malhação com Vampiros... ops, Crepúsculo), Ryan Reynolds (Blade Trinity), Bill Hader e Kristen Wiig (ambos do Saturday Night Live).

O que mais me chamou a atenção neste filme foi a forma verdadeira que todos as personagens foram construídas, podemos até fazer uma análise psicológica de cada um deles para entendê-los melhor. Tudo bem, a maioria deles são estereótipos (o garoto viergem e romântico, a menina abandonada pelo pai, o nerd que não consegue arranjar ninguém, o amigo idiota do virgem, a menina bonita que todos desejam, etc.), mas que em momento algum deixam de ter sua parcela de importância ao longo da produção, estão lá de maneira orgânica para fazer parte da trama e não simplesmente para parecer “real”. Outra coisa bem legal é como a trilha sonora se encaixa perfeitamente e é bem explorada com as músicas da época.

Talvez onde resida o ponto fraco deste filme é o público-alvo, ou seja, nem todos vão se identificar com as pessoas e os fatos que ocorrem, principalmente por serem datados (final dos anos 80) e todo aquele clima que o filme proporciona. Vai ser muito mais relevante para muitos daqueles que viveram essa época ou pelo menos parte dela.

Podemos resumir Férias Frustradas de Verão (não consigo parar de pensar nos filmes do Chevy Chase  com esse nome em português) como um passeio em um parque de diversões: com os seus altos e baixos, mas algo que vai ficar por muito tempo na sua mente como uma ótima experiência na sua vida.


Nota – 8,0 – Se tiver passando, assisto de novo.

Blu-ray da Antologia Alien

Papai Noel vai se dar mal se for me dar o que eu quero neste Natal. É que foi anunciado o box da Antologia Alien em Blu-ray (só Alien, nada daquela merda de Alien vs. Predador). E para quem acha que a Fox não pensou na galera do submundo, nós do Brasil, esse box embalado no formato do ovo do Alien (isso soou meio estranho) terá legendas e áudio em português. Ao total são seis discos com 60 horas de material e mais de 12 mil imagens!! UAU! 

O lançamento tá previsto para 26 de outubro.


E aí, quanto será que vai custar?