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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2011 em Cinema

Depois de um tempinho sem postar nada, eis que volto a escrever. Para isso, preparei uma lista dos filmes que são destaque para o próximo ano.

O ano de 2010 foi um ano bem interessante para o cinema, pois tivemos muitos filmes que cumpriram o seu papel, outros nem tanto e algumas gratas surpresas. Mas o que esperar do próximo ano?

O ano de 2011 terá muitos filmes que prometem arrastar muita gente ao cinema. Muitos lançamentos que prometem fazer sucesso de público (só esperamos que a qualidade também venha junta).

Separei alguns filmes que chegarão ao cinema (os estrangeiros são baseados na data de estréia no circuito americano) por cada mês. Esse ano pelo menos vamos ter que guardar um dinheirinho para poder assistir à pelo menos metade deles. J

Confira agora os filmes:


Janeiro

Besouro Verde (Green Hornet) – Seth Rogen em um remake da série que lançou Bruce Lee no ocidente. 

O que esperar? Não muito, pelo trailer tem cara que assistirei em DVD. Porém o diretor é Michael Gondry, o mesmo de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças.




Brasil Animado 3D - Primeira tentativa do cinema brasileiro no mundo 3D e ainda no ramo da animação. Stress e Relax partem em uma viagem em busca do “Grande Jequitibá Rosa”.


O que esperar? Pela qualidade da animação, não muito, mas vale a pena pela tentativa e apoio aos animadores brasileiros tentando fazer alguma coisa diferente.




Fevereiro

Nada muito interessante...


Março


Appolo 18 – Um mockumentary (falso documentário) sobre a missão de mesmo nome que tinha como objetivo chegar à lua, assim como seu primo Appolo 13. Só que o negócio aqui é chocar o público com nada mais do que Aliens no nosso astro noturno.



O que esperar? É uma idéia bem legal se formos analisar com calma, além do mais é produzido por Timur Bekmambetov (O Procurado). O ruim é que já está se tornando um saco esse negócio de falsos documentários que encheram a tela nesses dois últimos anos (Rec, Atividade Paranormal, Cloverfield e o Último Exorcismo).




Battle: Los Angeles – Aaron Eckhart (Harvey Dent do filme do Batman – Cavaleiro das Trevas) vestindo seu uniforme do exército lutando contra ETs. Uma mistura de filmes de guerra com Independence Day.

O que esperar? Filme de ETs e guerra? Estou lá.




Sucker Punch – Dirigido por Zack Snyder (300 e Watchmen), é a nova tentativa do diretor contratado para fazer o filme do Superhomem. Garotas com roupas apertadas lutando contra dragões, monstros vestidos de samurais e de Nazistas disparando rajadas de tiros com metralhadoras. É preciso falar mais algumas coisa?

O que esperar? Só resta saber se todos esses elementos vão ter algum tipo de profundidade e não apenas lutas estonteantes, efeitos especiais e muita, mas muita câmera lenta. Gosto do senso estético do Snyder, algo suficientemente interessante para me fazer gastar meu dinheiro.




Bróder - Conta a história de três amigos da periferia de São Paulo que tomaram rumos diferentes, mas que a vida dá um jeito de colocá-los juntos novamente.

O que esperar? Bastante elogiado e premiado pelos festivais por onde passou (ganhou o festival de Gramado como melhor filme). Suficiente para chamar a atenção.






Continua...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Férias Frustradas de Verão (Adventureland, 2009)

A adolescência é uma época que marca demais a nossa vida, pois é a idade em que passamos a ver o mundo com outros olhos e deixamos de lado todas as nossas experiências enquanto criança, ou seja, mudamos completamente os nossos interesses. Mas o que faz desse ciclo algo tão especial são os amores, as paixões e os amigos que ficam ao longo do caminho.
 

É muito difícil encontrar diretores de cinema ou de televisão que conseguem captar como os adolescentes são e como eles se comportam, principalmente porque quem está de trás da câmera é alguém que já cresceu e que pode vir a ter uma visão distorcida do que é realmente ser um adolescente e os conflitos gerados por essa idade. É diferente de assistir a um American Pie que a maioria dos adolescentes (interpretados por gente com quase o dobro de idade) só fazem besteiras e situações extremamente absurdas com um único intuito de fazer ri

Quando a temática é suficientemente verdadeira, passamos a nos identificar com as personagens que estão na tela, acreditamos no que estamos vendo. É algo muito bom quando temos a impressão que os acontecimentos dali podem ter sidos baseados (e foram) em experiências reais, vemos que o material tem coração e alma. Nesse quesito podemos ficar contentes em saber que Greg Mottola, mesmo diretor de Superbad – É Hoje, consegue assinar mais um filme que vai deixar a sua marca nos filmes do gênero.

Ao contrário de Superbad, Mottola não investe desta vez no humor, mas sim no drama. Por conta disso, algumas pessoas que assistiram a este filme achando que iriam ver outro Superbad, enganaram-se. Isso é bom pra mostrar que diferentemente de Judd Apatow, que produziu seu filme anterior, Mottola consegue dirigir algo que seja diferente de uma comédia, mostrando suas habilidades em lidar com temáticas diferentes.

A trama se passa no ano de 1987, ano em que James Brennan (interpretado por Jesse Eisenberg, irmão-gêmeo-de-Michael-Cera-separados-no-parto) se forma no colégio. Ao ficar frustrado por não poder ir à Europa com seu amigo por conta de um problema financeiro de seus pais, ele acaba conseguindo emprego num parque de diversões. Além dele, estão no elenco Kristen Stewart (a Bela de Malhação com Vampiros... ops, Crepúsculo), Ryan Reynolds (Blade Trinity), Bill Hader e Kristen Wiig (ambos do Saturday Night Live).

O que mais me chamou a atenção neste filme foi a forma verdadeira que todos as personagens foram construídas, podemos até fazer uma análise psicológica de cada um deles para entendê-los melhor. Tudo bem, a maioria deles são estereótipos (o garoto viergem e romântico, a menina abandonada pelo pai, o nerd que não consegue arranjar ninguém, o amigo idiota do virgem, a menina bonita que todos desejam, etc.), mas que em momento algum deixam de ter sua parcela de importância ao longo da produção, estão lá de maneira orgânica para fazer parte da trama e não simplesmente para parecer “real”. Outra coisa bem legal é como a trilha sonora se encaixa perfeitamente e é bem explorada com as músicas da época.

Talvez onde resida o ponto fraco deste filme é o público-alvo, ou seja, nem todos vão se identificar com as pessoas e os fatos que ocorrem, principalmente por serem datados (final dos anos 80) e todo aquele clima que o filme proporciona. Vai ser muito mais relevante para muitos daqueles que viveram essa época ou pelo menos parte dela.

Podemos resumir Férias Frustradas de Verão (não consigo parar de pensar nos filmes do Chevy Chase  com esse nome em português) como um passeio em um parque de diversões: com os seus altos e baixos, mas algo que vai ficar por muito tempo na sua mente como uma ótima experiência na sua vida.


Nota – 8,0 – Se tiver passando, assisto de novo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Busca Implacável (Taken - 2008)


Alguém alguma vez imaginou se o Jason Bourne ou o James Bond envelhecesse e tivesse uma família? Como seria? Acho que a resposta seria mais ou menos como no filme Busca Implacável (Taken) – sim, esse nome mais parece título de filme do Steven Seagal. Mais um exemplo daqueles que nos dão a oportunidade de ver um verdadeiro herói de ação distribuindo pancadas, explodindo carros e salvando o dia, igual aos heróis acima citados e aos filmes que passam no Domingo Maior à La Charles Bronson e o tio Chuck dos anos 80 e começo dos 90.

Produzido por Luc Besson, o cara que nos trouxe filmes como Transporter (Cargar Explosiva), e dirigido por Pierre Morel (quem?), esta película nos coloca na pelo do ex-agente aposentado da CIA Bryan (Liam Neesson), que está querendo se reaproximar da sua filha Kim (Maggie Grace), pois os seus anos servindo ao governo americano o fez perder tempos preciosos com sua família.

Tudo começa quando a filha de Bryan anuncia que vai fazer uma viagem pra Europa, mais especificamente França, junto da amiga piranha estereotipada Amanda (Katie Cassidy). Lá elas são seqüestradas e começamos a realmente ver quem é o cara por trás daquele até então tranqüilo ex-agente família, que vai ao resgate da sua filha - a outra garota já tem um futuro que lhe espera.

Interpretado por um ator acostumado com filmes mais cerebrais, Liam Neeson nos convence demais como “o cara”, sendo muito seguro no que fala (preste atenção no que ele fala no primeiro contato com os bandidos sobre “ter umas habilidades especiais”) e nas cenas em que desce o braço na galera. Usei o termo “convencer” porque ao longo dos anos ele tem sido mais mentor do que realmente quem põe a mão na massa, vide o mestre do Batman em Batman Begins, como jedi em Star Wars Episodio 1 e como a voz do leão Aslam em Nárnia. Sem contar que seu papel de maior destaque foi no A Lista de Schindler – quem diria agora como herói de ação?! Aliás, vendo um pouco da história do ator, li que Neeson enquanto jovem era pugilista, então não teve nenhuma dificuldade em fazer as cenas de ação. Enquanto isso os outros integrantes do elenco, apenas ele convence, pois a filha interpretada por Maggie Grace é meio “abestada” pra sua idade no filme (17 anos), soando artificial demais e a Famke Janssen (trilogia X-Men como Jean Grey) fazendo a mãe da menina que só deu as caras pra pagar umas contas atrasadas.

Agora vamos para o quesito roteiro: quando volto no passado e lembro-me dos filmes do Domingo Maior, consigo me lembrar apenas da ação, ou seja, a história está em segundo plano, pois o que importa mesmo são as habilidades do protagonista e a forma com que ele acaba com os malvados. Enfim, nesse filme não é diferente. Não espere nada demais, nem diálogos inspiradíssimos. Lembre que você está assistindo um filme genérico um pouco acima da média e que fez um grande e inesperado sucesso nos Estados Unidos, garantindo uma seqüência que deve sair daqui a um tempo. Agora, se eu vou assistir? Pode apostar que sim.

Nota: 7,0 – Porrada, explosões e um protagonista que já vale o filme!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Dia em que a Terra Parou (2008)


Têm certos papeis que são perfeitos para alguns atores, mas tem atores que não nascem para protagonizar certos papeis. Ciente de todo sua inexpressividade, mas contando com um carisma que muitos atores fazem de tudo para tê-lo, Keanu Reeves é o grande nome deste remake capenga do filme de 1951 de mesmo nome no papel de Klaatu, outrora vivido pelo também inexpressivo Michale Rennie.

Não faz muito tempo que eu assisti ao original no Corujão – o único horário para assistir filmes antigos e bons na TV aberta – e fiquei impressionado com o tom tão atual deste filme depois de mais de 50 anos. Dá para perceber como nós seres humanos não evoluímos quase nada ao longo deste meio século. Ambas as histórias tem como foco uma nave extraterrestre que pousa no meio de Washington e dela saem o personagem do filme Klaatu e um robô gigante. Desta vez trocamos aqueles disquinhos caricaturais por uma esfera de energia. Mas uma coisa difere aqui, se no primeiro nós tínhamos o medo da Guerra Fria, desta vez damos lugar ao terrorismo (armas nucleares) e aos impactos ambientais, reforçando a idéia que sem o ser humano no planeta Terra tudo flui normalmente, pois segundo Klaatu “nós (ET’s telefone-minha-casa) não podemos deixar com que apenas uma espécie possa fazer com que todas as outras desapareçam”.

Podemos presenciar logo no primeiro ato do filme que o Estados Unidos é retratados da maneira mais fiel possível: atira primeiro e depois pergunta, liderança fraca que não sabe lidar com questões de segurança nacional e pessoas desequilibradas no poder. Afinal, matar um ET é mais fácil do que trocar algumas palavras com ele, a fim de aprender alguma coisa.

Contando com um bom elenco, mas mal trabalhado, O Dia em que a Terra Parou não consegue em nenhum momento fazer com que gostemos das pessoas que estão ali na telhinha. Se por um lado temos uma atriz que, se bem trabalhada, rende bons frutos (Jennifer Connely), do outro lado temos o ator mirim Jaden Smith, filho do Will Smith, que é mostrado como uma criança chata que mais dá vontade de dar um cascudo do que torcer com que ele se salve no final. Ah, ainda temos Kathy Bates (ela tava nesse filme?) como a chefe de estado e o mal aproveitado John Cleese, aceitando o papel para pagar umas contas, pois se o seu personagem for tirado do filme não iria fazer diferença nenhuma.

Ao longo do filme, “Neo” vê que nós temos algo a mais do que apenas a matança um dos outros, temos sentimento e tudo mais. No original ele ia convivendo com as pessoas e vendo aos poucos como nós podemos ser bondosos, não apenas em uma cena qualquer como nesta refilmagem. Tudo muito rápido, como se estivéssemos vendo os melhores momentos de um jogo de futebol ruim.

Resumindo: este filme é apenas uma mera desculpa para usar efeitos especiais, nada além disso. O problema todo é se levar a sério demais, já que temos tantos outros filmes de catástrofes / ET’s por aí que são melhores por justamente não estar nem um pouco preocupado em ser categorizado como “B” (vide Independancy Day). Mamar em uma fonte interessante é fácil, criar algo original é que tá difícil hoje em dia, já que o dinheiro fala mais alto, gerando desta forma uma mera desculpa para utilizar um nome conhecido e que seja rentável para os produtores de Hollywood. Faltou o cerebral. Fiquei com uma sensação de amargo na boca.

Nota: 4,0 – só por causa dos gafanhotos!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Presente de Natal Antecipado

Se você odeia alguém, não se preocupe, chegou o presente ideal para você dar para aquele conhecido mala e insuportável: é que A Sony Pictures já disponibilizou para venda o “filme” Escuridão Mortal (Against the Dark), o primeiro filme de vampiro com Steven Seagal (credo em cruz!!), no Brasil esta bomba saiu direto em DVD e chegou às locadoras em março.

A trama (se é que ela existe), filmada na Romênia, é a seguinte: o mestre da katana Tao (Seagal) lidera um esquadrão especial de ex-militares que caça vampiros. Os poucos sobreviventes dos sanguessugas neste cenário pós-apocalíptico se escondem em um hospital infectado. Eles sabem que o esquadrão é a única esperança. E Tao sabe que a única cura é a execução. Nos EUA, o filme saiu em 10 de fevereiro. O elenco tem a ilustre participação do primo de Dwayne "The Rock" Johnson, Tanoai Reed. A direção é do estreante Richard Crudo, diretor de fotografia de American Pie.

Já perceberam que todo filme de Seagal tem um “mortal”, até quando o cara faz filme de terror tem que ter o diabo do “mortal”. Com certeza esse filme é uma bomba. Se Dracúla estivesse “morto-vivo”, com certeza ele mesmo enfiaria uma estaca no peito dele como auto-piedade, pelo menos não veria essa bosta.
Autor: Marcelo Moraes

Reunião dos Horrores!


Tenha muito medo, essa é pior do que Freddy x Jason, segundo o site Omelete, estão pensando em fazer um filme com esse grupo de comediantes canastras (foto), pois é, se você acha que só um filme com eles já é mau gosto, imagina todos eles juntos. Podemos esperar muita piada grosseira, sem graça e com flatulências. A Columbia Pictures será a responsável por colocar essa bomba nas telas, para quem tem a sorte de não conhecer esses comediantes eles são: Kevin James, Chris Rock, Adam Sandler, Rob Schneider e David Spade; o diretor será diretor Dennis Dugan, do péssimo Zohan. Por enquanto o filme ainda está sem título.
Sandler produz o filme e assina o “roteiro”, em parceria com Fred Wolf. A história acompanha cinco melhores amigos do colegial que se reúnem 30 anos depois em um feriado de 4 de julho. Nossa, que idéia revolucionária!!!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Presságio (Knowing, 2009)


Assisti a esse filme com um pé meio atrás, basicamente por duas coisas: primeiro por ter lido críticas bem ásperas e segundo por ter que ver Nicolas Cage atuando, já que o mesmo vem devendo há tempo depois de ter feito tantos papeis ruins. Mas uma coisa me deixava esperançoso: Alex Proyas.

Depois de assistir filmes como O Corvo (The Crow, 1994) e A Cidade das Sombras (Dark City, 1998), tornei-me um grande admirador do diretor Alex Proyas, principalmente por conta deste último, que particularmente considero um grande filme, um cult. Volta e meia, Alex lida com assuntos relacionados à mundos de ficção / ficção-científica, o que é bom, pois eu sou grande fã desses gêneros. Proyas também é o realizador de outro filme bastante conhecido, Eu, Robô (2004), mas que infelizmente é mais um inflador de ego do Will Smith e de propagandas do que um filme bom, ficando estacionado apenas no “ok”.

Ao contrário da minha expectativa negativa, nesse seu novo filme, O Presságio, Alex acerta a mão e nos traz um filme muito interessante no ponto de vista narrativa e consegue tirar “quase” o melhor de Nicolas Cage.

A trama logo nos apresenta uma escola primária em que várias crianças vão fazer uma cápsula do tempo, ou seja, irão fazer desenhos sobre o futuro que será desenterrada 50 anos depois. Logo uma petiz, chamada Lucinda, começa a ouvir vozes e a escrever vários números, aparentemente sem lógica. Se eu fosse o professor daquela criança não teria botado aquilo em um envelope, quem sabe ela não iria traumatizar alguma outra criança 50 anos mais tarde? Neste primeiro ato, encontra-se o momento mais fraco do filme, um clima meio que forçado de fazer um terror barato e sem sentido, é só ver quando a menina se esconde e ninguém liga a luz para procurá-la. Aí era hora de botar uns raios e dizer que foi embora a luz, pegaria menos mal.

Passado 50 anos e o momento “leseira”, entra em cena John Koestler (Nicolas Cage), um astrofísico que adora uma manguaça e tem que cuidar sozinho, após a morte da esposa, do filho Caleb (Chandler Canterbury), que claramente sofre problemas de relação com o pai por conta disso. É no evento da escola que cada aluno recebe das mãos dos professores o envelope contendo o desenho das crianças que ajudaram a compor para cápsula do tempo. Por coincidência, Caleb recebe o envelope contendo os desenhos de Lucinda. Não demora muito para que Koestler analise e associe os números com eventos que passaram e que estão para acontecer, todos eles grandes tragédias.

É a partir de todo esse desenrolar que o filme engata uma quinta marcha e segue em ritmo acelerado, dando espaço para várias discussões. Podemos relacionar todos os acontecimentos com o Espiritismo e o Religioso.
No meio do filme os personagens de Cage e de Rose Byrne (Diana Wayland), que não pôde fazer muita coisa com sua personagem (visto que ela estava ótima em O Extermínio 2), acham na casa da falecida Lucinda um desenho de Ezequiel, profeta que escreveu vários capítulos da bíblia. Talvez essa seja a grande associação de Lucinda e suas revelações, tornando-a uma profetisa. Inclusive nos primeiros livros das antigas escrituras de Ezequiel ele descreve alguns elementos / eventos muito parecidos com o final do filme (Não, não vou contar). Além é claro de alusões ao Gênesis e a Arca de Noé.

O espiritismo entra na questão de que tudo nessa vida é cíclico, nós seres humanos e o planeta em si, todos passarão pelos estágios de vida: a criação (concepção), amadurecimento, decrepitude e morte. A partir daí tudo será renovado e dará origem a outros seres ou mundos. Os sussurros que as crianças ouviam podem até ser entendidos como mediunidade, pois quando somos pequenos não tememos tanto o sobrenatural do que quando crescemos e tomamos consciência das coisas, alguns conseguem levar isso a frente e outros, até por medo, deixam esse dom que todos nascemos de lado.

Nosso interesse pela trama é crescente, sempre nos revelando novos eventos, sempre prendendo nossa atenção. Uma coisa me deixou realmente de queixo caído foi uma das cenas de catástrofe: o acidente aéreo. Cena maravilhosa, muito bem conduzida em long shot e com efeitos soberbos. Além do mais, ele é certeiro ao ponto de não estarmos esperando que ele aconteça. O elemento surpresa realmente funciona aqui, afinal, estávamos esperando que outra coisa acontecesse, diferentemente do acidente do metrô, mas que não deixa de ser tão fantástico quanto o primeiro. Não dá para contar muita coisa do filme sem estragar o climax, poderia acabar soltando algum spoiler.

Se você entender um pouco da mensagem do filme, talvez você curta muito mais do que se estivesse esperando por um filme de catástrofes, explosões e muita ação (como deve ter sido vendido erroneamente pelos trailers).

Para os amantes de ficção científica, está aí uma boa pedida. Para os fãs de Alex Proyas e Nicolas Cage é um sinal de boa maré vindo pela frente, pelo menos é o que todos nós queremos. Com certeza, quando sair em DVD, gastarei uns trocadinhos para comprar.


Nota: 8,5


Dupla Infernal

Como de costume, antes de começar a trabalhar eu gosto de ler as notícias do mundo do entretenimento e coisas que rolaram no dia anterior, então eis que me deparo com uma nota que parece até ser piada, não de mau gosto, mas que pode até animar alguns.

Um dos campeão dos filmes de domingo à noite na “grôbu” Jean Claude Van Damme, Charles Bronson ainda continua em primeiro lugar, vai fazer uma parceria um tanto inusitada com o campeão das locadoras do morro Steven Seagal (sim, aquele cara que parece o Elymar Santos, mas com jeito de macho).

O Van Damme deu um último suspiro (não cheirada) na carreira ao fazer um filme que chamou a atenção da crítica, um filme chamado J.C.V.D, no qual ele conta a própria história da vida dele. Ainda se deu o luxo de não querer participar do novo filme do Stallone, Mercenários, que está sendo rodado no Brasil. Stallone reuniu uma galera que dá porrada depois pergunta para saber se o cara tá vivo ou não, como Jason Stathan, Jet Li, Mickey Rourke, Dolph Lundgren, e por aí vai.

Já o tio Steven anda fazendo sucesso nas locadoras lançando todo mês um filme que só muda a capa, na verdade o fundo, porque a cara que ele faz é a mesma em todas as capas.

Nunca fui muito fã do Steven, já do Van Damme é diferente. Ele fez filmes bem legais nos anos 80 e 90, fazendo com que todo menino na época quisesse dá umas porradas nos coleguinhas da rua que nem ele, à La Dragão Branco.

O filme teria o nome de Weapon e teria como sinopse os dois melhores assassinos do mundo Jack Conway e Derek Chase, Van Damme e Seagal respectivamente, juntos para derrubar um chefão do tráfico de drogas. Nada muito original, afinal tudo isso é pano de fundo para muita pancada, tiro e chutes em câmera lenta.

Já que o Stallone reuniu uma galera do “mal” para fazer um filme, bem que o Van Damme e o Seagal poderiam pensar em algo do tipo. Poderiam fazer uns contatos aí para chamar o Lorenzo Lamas, Wesley Snipes (assim que ele sair da cadeia) e o David Hasselhoff. Podia chamar também ele... (pausa)... Chuck Norris para fazer uma ponta. Aí não ia ter para ninguém.