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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Entrando no clima de Avatar...


Avatar. Você ainda não ouviu falar? Bom, esse é o mais novo filme de James Cameron que promete revolucionar (será?) o cinema com uma nova técnica de animação 3d.


Mas afinal, quem é James Cameron?


Assistindo a um clássico de 1983, chamado de Exterminado do Futuro, fiquei com vontade de relembrar da carreira desse que é considerado um dos melhores diretores em atividade.


O seu sucesso começou realmente com o barulho que fez com Exterminado do Futuro, o qual rodou com apenas 6,5 milhões de dólares e faturou quase 80 milhões. Mas este era apenas o começo de uma grande carreira deste canadense.


Logo depois veio com um dos meus filmes favoritos, Aliens – O Resgate de 1986. Não contente com a grandiosidade deste título, quebrou o paradigma dos filmes de ação colocando uma mulher (Sigourney Weaver) no papel principal.


Três anos depois foi a vez de outro filme que gosto muito, O Segredo do Abismo com Ed Harris. Com efeitos especiais inovadores na época com a suas criatura aquáticas, revolucionou ao ponto de utilizar com maestria no seu outro grande sucesso em 1991, O Exterminado do Futuro 2, trazendo uma realidade incrível na composição do T-1000 e seu metal líquido.


Já em 1994, veio mais um sucesso com a companhia de Arnold Schwarzenegger no primeiro filme que quebrou a barreira do orçamento de 100 milhões de dólares em True Lies. Este eu considero até hoje o melhor filme do hoje governador da Califórnia, talvez Cameron seja o único diretor que tenha conseguido fazer com que Schwazza tenha realmente atuado.


Pegando o embalo de grandes sucessos, veio a grande tacada com Titanic em 1997, que até hoje é a maior bilheteria do cinema, tanto em expectadores quanto em arrecadação. Esse talvez seja o trabalho com que alcançou todos os públicos e mostrou a sua versatilidade em lidar com temas como amor e a sensibilidade das cenas românticas.


Depois de tantos sucessos, depois de tantas quebras de recordes, eis que quase 12 anos de espera veremos esse grande diretor em ação novamente com Avatar, que de acordo com a mídia e com a minha expectativa, talvez seja o grande filme do ano.



Obs.: Cameron já ganhou o Oscar de melhor diretor por Titanic, mas também já levou o Framboeza de Ouro por Rambo II, sendo que esse último só não manchou sua carreira porque Sylvester Stallone quem modificou o roteiro e bagunçou tudo.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O mundo não seria o mesmo sem... O Silêncio dos Inocentes (Silence of the Lambs - 1991)


Sabe quando um ator nasce para fazer um papel? Quando isto acontece geralmente a história do cinema muda e o seu nome entra para a eternidade. Foi o que aconteceu em O Silêncio dos Inocentes e o personagem Hannibal Lecter, interpretado pelo ator inglês Anthony Hopkins. Este personagem já havia sido interpretado por Brian Cox no filme Dragão Vermelho de Michael Mann, mais foi na interpretação magistral de Hopkins que esse personagem foi imortalizado. Lecter era um assassino impiedoso, conhecido como O Canibal, mas que tinha um intelecto acima da média.


Em o Silêncio dos Inocentes, filme do diretor Jonathan Demme, e baseado no livro do escritor Thomas Harris, ele é convocado por uma jovem agente do FBI, Clarice Sterling, interpretada pela também excelente Jodie Foster, para traçar o perfil do serial killer Buffalo Bill que havia seqüestrado a filha de uma Senadora dos EUA. E é nesse ponto que O Silencio dos Inocentes se torna uma obra-prima: em troca de fornecer informações sobre Buffalo, Lecter envolve Clarice em um jogo psicológico no qual a todo o momento ela deve ter cuidado para não ser manipulada. E incrível como o Diretor consegue trabalhar esta questão psicológica sem cair nos maneirismos do gênero, é um filme sobre serial killer, mas há tanta coisa envolvida que o telespectador não consegue desgrudar os olhos, mesmo não tendo uma cena de ação explícita no filme.


Este é um dos filmes mais assustadores do cinema, pelo que não mostra e pelo que deixa na mente do expectador. O filme ganhou os 5 principais Oscar da categoria: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Roteiro Adaptado, todos merecidos, principalmente o trabalho de atores. Jodie Foster nos dá a sua melhor interpretação até hoje, sua personagem ao mesmo tempo em que nos passa certa fragilidade é tão durona a ponto de encarar Lecter de frente. Este que é magistralmente interpretado por um ator que dispensa comentários, Hannibal Lecter é o maior psicopata do cinema e só podemos dizer isso porque Anthony Hopkins ultrapassou a barreira das interpretações usuais, seus gestos, olhares e falas, funcionam em uma sincronia perfeita, a ponto de conduzir a história e em alguns momentos nos fazer torcer por ele. Esqueça as continuações Hannibal e Dragão Vermelho, o melhor de Lecter está aqui em o Silencio dos Inocentes, uma obra inimitável e perfeita.
Autor: Marcelo Moraes

quarta-feira, 29 de julho de 2009

As Duas Faces da Lei (Righteous Kill - 2008)


A grande pergunta a se fazer no final deste As Duas Faces da Lei é uma só: POR QUÊ ? Não dá pra entender como duas lendas como DeNiro e Pacino aceitaram fazer esta bomba (talvez dívidas de jogo, muito ácido na cabeça ou esclerose). Simplesmente fica difícil pensar em algo racional, se é que é possível pensar em algo racional em um filme tão irracional como este.

Na trama, após 30 anos como parceiros no Departamento de Polícia de Nova York, os condecorados detetives David Fisk (Al Pacino) e Thomas Cowan (Robert De Niro) deveriam estar aposentados, mas não estão. Eles são chamados para investigar o assassinato de um conhecido cafetão, que parece ter ligação com um caso envolvido com eles há alguns anos atrás. Como no crime original, a vítima é um criminoso suspeito, cujo corpo foi encontrado junto a um poema que justifica o assassinato. Quando outros crimes do tipo acontecem fica nítido que eles estão às voltas com um serial killer. O mais incrível é que para rodar este filme foram gastos 80 Milhões de dólares, um alto padrão para um filme que não faz jus ao orçamento.

Mas pra entender como o cinema perdeu uma boa oportunidade de ver duas lendas do cinema juntos, vamos voltar a 1995, quando Michael Mann filmou o excelente Fogo Contra Fogo. O filme era estrelado por DeNiro e Pacino, mas para a tristeza geral os dois tinham poucas cenas juntos. Após estes filmes a qualidade dos filmes dos dois piorou, mas um futuro encontro, com mais tempo em cena, era aguardado pelos fãs. Para a infelicidade de todos coube a infeliz Millenium Filmes (ex-produtora de filmes B) reunir os dois. Poderia até dado certo se não fosse o fato de terem aprovado um roteiro tão ruim de Russell Gerwitz (do bom Um Plano Perfeito) e um diretor de quinta categoria, o apático Jon Avnet. Resultado: é um filme B que podia ser muito bem a reunião de Stallone e Seagal, um roteiro capenga com reviravoltas que até minha filha de 1 ano é capaz de sacar. Os dois mestres estão no auge da canastrice. O filme em nenhum momento se desenvolve e a cada minuto da película se atropela em clichês horríveis. Outra coisa que não dá para entender no filme é o excesso de palavrões, desnecessário e muitas vezes patético. Parece que o filme foi feito nas coxas e que o simples fato de ter os dois ícones no cartaz já seria capaz de atrair o publico. Vale lembrar que o filme foi um fracasso nas bilheterias.

No final fica um certa melancolia, uma sensação de desperdício e uma vontade louca de correr para locadora e alugar Touro Indomável e o Poderoso Chefão, nessa época sim valia a pena unir esses dois, hoje é uma grande piada de mau gosto. Oscar para DeNiro e Pacino, definitivamente não, uma camisa de força seria mais apropriada.
Autor: Marcelo Moraes

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Que Diabos Aconteceu com...Robin Williams

Já ouviram falar da maldição do Oscar? É mais ou menos assim: o ator ou atriz tem até uma carreira regular, não é um mega-astro ou é um astro do primeiro time de Hollywood, mas volta e meia emplaca um sucesso. Até que um certo dia, no seu colo cai o papel da sua vida, aquele que cai nas graças do público e da crítica, fazendo com ele(a) ganhe a tão sonhada estatueta careca dourada. É ai que entra a tal da “maldição”.
Após ser premiado (a), o ator ou atriz começa a descer ladeira abaixo, não consegue emplacar mais nenhum sucesso e vira ator de filme direto para locadora. E isso nos leva ao primeiro astro dessa nova coluna... Robin Williams, que tempos atrás era considerado o cara mais engraçado do cinema, seu carisma era notório e filmes como Uma Babá Quase Perfeita e Jumanji lhe colocaram no topo, mas o cara tinha que ganhar um Oscar e foi injustamente pelo fraco Gênio Indomável (naquele ano o vencedor deveria ter sido Burt Reynolds por Boggie Nigths).

De lá pra cá o cara só fez bomba como Flubber e Um Sinal de Esperança, dentre outras baboseiras que nem vale a pena falar, só vale dizer que ele já virou ator de filmes home-video. O último filme bom que ele fez foi Insônia com Al Pacino e só. Talvez por achar que era um ator de respeito, Robin se meteu a fazer filmes sérios e só se deu mal e quando quis voltar a fazer filmes de comédia o público já não achava mais graça. É triste, mas tem gente que gosta do cara, talvez um Uma Babá quase Perfeita 2 possa fazer com que ele seja lembrado novamente, mas ta difícil.