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quarta-feira, 13 de maio de 2009

O mundo não seria o mesmo sem... O Poderoso Chefão


A trilogia O Poderoso Chefão é um marco do cinema, revolucionou os filmes de gangsteres e foi o primeiro filme a ganhar dois Oscars no primeiro e no segundo longa. O primeiro filme lançado em 1971 era o inicio da saga da família Corleone no cinema, escrito e dirigido pelo então novato (apesar de já premiado com um Oscar pelo roteiro de Patton) Francis Ford Coppola, o filme era baseado no livro de Mario Puzo, The Godfather. O primeiro filme é arrebatador, Marlon Brando que interpreta o chefão Vito Corleone dá um show de interpretação, apoiado por um elenco que ainda incluía James Caan, Robert Duvall, Tália Shire, John Cazale e Diane Keaton. Nesta primeira parte da trilogia vemos como o até então deslocado filho de Vito, Michael (Al Pacino), entra no submundo da máfia para vingar o seu pai que havia sofrido um atentado. A Cena de James Caan sendo cravado de balas é uma imagem para ficar na história do cinema, bem como as cenas finais no qual Michael Corleone se torna o novo Chefão através de uma série de mortes, que tem como pano de fundo a trilha sonora inesquecível de Nino Rota. Este primeiro filme fala sobre conspirações, vingança e em nenhum momento as cenas são gratuitas, tudo faz parte uma grande história que estava apenas começando.




No segundo filme Copolla decide inovar, faz um prequel e ao mesmo tempo narra a ascensão de Michael no mundo do crime. Início do século XX, após a máfia local matar sua família, o jovem Vito (Robert De Niro) foge da sua cidade na Sicília e vai para a América. Já adulto, em Little Italy, Vito luta para ganhar a vida (legal ou ilegalmente) para manter sua esposa e filhos e com isso vai crescendo no mundo da máfia. Um legado de família que vai até os enormes negócios que nos anos 50' são controlados pelo caçula, Michael Corleone (Al Pacino). Agora baseado em Lago Tahoe, Michael planeja fazer por qualquer meio necessário incursões em Las Vegas e Havana, porém, também descobre que sua ambição acabou com seu casamento com Kay (Diane Keaton) e até mesmo seu irmão Fredo (John Cazale) o traiu. Escapando de uma acusação federal, Michael concentra sua atenção para lidar com os seus inimigos. Esta segunda parte consegue ser melhor que o primeiro filme, sendo a cena em que Michael manda matar seu irmão é de arrepiar, até hoje não sei como Al Pacino não ganhou um Oscar por esse filme, o seu personagem é sombrio e nada lembra o personagem do inicio do primeiro filme. É perceptível como o poder mudou a sua personalidade, interpretação de Pacino é superior a de Brando, infelizmente só DeNiro foi premiado.



O Terceiro filme é o mais fraco de todos, mas ainda é superior a muitos filmes do gênero, mais uma vez a academia ignorou Al Pacino que neste filme nos entrega outra grande interpretação, prova disso é a cena em que ele se confessa com um padre por ter matado seu irmão. O terceiro filme é desfecho da saga da família Corleone e mostra Michael dando sua última cartada para tentar transformar em legais os negócios da família. Andy Garcia faz um filho bastardo de Sonny Corleone (James Caan) e que pode ser o sucessor de Michael. Porém estes filmes têm algumas coisas que incomodam: o primeiro é o fato de que o papel da filha de Michael, primeiramente foi oferecido a Wynona Ryder que iria interpretar Mary Corleone, porém, com a desistência de Ryder, Sofia Coppola (filha do diretor) assumiu o papel, sua interpretação é sofrível e deixa a trama um pouco arrastada. Outro ponto negativo são as repetições de algumas situações já abordadas no 1º e 2º filme como as mortes em seqüências, morte na família Corleone e as conspirações no mundo da máfia. Mesmo assim o filme é fantástico e encerra de forma digna esta trilogia.A trilogia O Poderoso Chefão são filmes que dão gosto de ver, que marcam a sua vida e é uma aula de cinema, uma obra-prima que deve ser guardada como uma relíquia sagrada, sem exageros, porque nunca Hollywood vai conseguir repetir essa façanha que o jovem Francis Ford Copila conseguiu. É um trabalho magistral, um épico moderno que cinema e público consagraram, o mundo do cinema não seria o mesmo sem o Poderoso Chefão, uma trilogia perfeita que mostra como o poder é capaz de transformar as vidas das pessoas, seja em uma família de mafiosos ou na nossa humilde família, os laços que unem pais, irmãos por mais fortes que sejam. Talvez não resistam ao poder no qual o homem pode ter nas mãos. Se você não tem este filme em DVD, corra para uma loja e compre, aproveite que está sendo lançada uma nova versão chamada O Poderoso Chefão-Restoration, item obrigatório para qualquer fã da sétima arte.
Autor: Marcelo Moraes

terça-feira, 5 de maio de 2009

Nova Geração de Bons Diretores de Cinema

Na década de 70 surgiu uma geração de diretores que mudaram a história do cinema, com filmes que mostravam uma visão sombria do mundo e que rompia valores tradicionais de uma sociedade americana traumatizada pela guerra do Vietnã. Neste cenário, nomes como Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, William Friedkin, Michael Cimino, Steven Spielberg, George Lucas e Woody Allen nos mostraram uma nova forma de ver filmes. Hoje, uma nova geração de diretores surge com a mesma genialidade desses diretores citados. Segue abaixo a lista dos diretores que mostram que ainda há salvação para o cinema americano.

P.T. Anderson

Em seu segundo filme, Boogie Nights, Paul Thomas Anderson (não confundir com o diretor canastrão de Aliens x Predador, Paul Anderson) mostrou que era um diretor diferenciado, o tema ousado (o mundo pornô) mostrou toda a coragem deste grande diretor em visão psicodélica de um mundo de luxuria e glamour, por que não?
Logo em seguida ele foi ao fundo da alma humana para filmar a obra-prima Magnólia, um filme visceral, com direito a chuva de sapos e o elenco cantando a mesma musica em uma seqüência melancólica e genial. Anderson ainda faria Embriagados no Amor, que mostrou ao público e a Adam Sandler que se ele quisesse podia ser um grande ator, o filme é o menos genial do diretor, mas é bem acima da média. A consagração veio no ano passado com Sangue Negro, um grande épico que contou com a saga de um empresário do petróleo, um filme digno de clássicos como Assim Caminha a Humanidade, pena que a excepcional interpretação de Daniel Day Lewis ofuscou o filme, que deveria ter ganhado o Oscar na categorial principal. Porém P.T. Anderson não precisa de Oscar, pois já provou que é o melhor diretor da nova geração, um cineasta ousado capaz de desenvolver temas complexos e dar uma aula de cinema.

Darren Aronofsky

Com PI e Réquiem para um Sonho, o diretor Darren Aronofsky conquistou a critica e foi chamado de o novo gênio do cinema. Aronofsky é um diretor capaz de desenvolver idéias de forma bastante original e faz o chamado cinema autoral. Entregou a Ellen Bursty uma das melhores atuações da sua carreira em Réquiem para o Sonho, em um filme que falava sobre o consumo de drogas. Porém, todo gênio tem fama de louco, com Darren isso foi comprovado quando a critica vaiou seu, até então maior projeto, A Fonte da Vida. O filme é bom, só que é de difícil assimilação e ninguém está muito a fim de pensar ultimamente, tanto que Brad Pitt pulou fora, o orçamento estourou e o diretor teve que brigar para o filme ser lançado.
Uma das maiores provas da comptência de Darren foi demonstrada no ano passado com o excelente The Wrestler (O Lutador), que conta a historia de um lutador de luta - livre interpretado por Mickey Rourke, vencendo assim o mesmo festival de Veneza ao qual seu filme anterior foi vaiado. Acima de tudo ele conseguiu algo que nem macumba dava jeito: Ressuscitar a combalida carreira do freak Mickey Rourke . E para alegria de todos, ele foi contratado pela MGM para dirigir o novo filme do Robocop, a ser lançado em 2010.

David Fincher

Seven e Clube da Luta. Não precisa dizer mais nada. Fincher nos deu estas duas obras-primas do cinema, já deixou seu nome gravado na história da sétima arte. Fincher é aquele diretor que briga com estúdios para manter suas idéias, é corajoso e sabe como ninguém trabalhar com temas densos e complexos. Sua direção é claustrofóbica, refletindo em filmes como o pouco visto O Jogo (com Michael Douglas), Zodíaco e Quarto do Pânico (com Jodie Foster). David Fincher é um diretor com “D” maiúsculo, em seu último filme, Benjamim Button, ele resgatou sua parceria com Brad Pitt e conseguiu sua primeira indicação para o Oscar, não que para ele isso faça a diferença, pois seu talento é muito superior para ser mensurado neste tipo de premiação.

Spike Jonze
Quando foi anunciada a produção de Quero ser John Malkovich a critica já dizia que o filme seria uma bomba, devido ao tema bizarro: um homem encontra uma porta para a cabeça do ator John Malkovich, interpretando ele mesmo. Já se esperava um dos piores filmes dos últimos tempos. Para surpresa de todos, o talentoso diretor, juntamente com o roteirista Charlie Kaufman, fizeram um filme estranho, mas muito bem resolvido, com uma historia original como há muito tempo o cinema não via. O ex-diretor de clipes mostrou no seu filme seguinte, Adaptação, que seu filme anterior não era sorte de principiante. Novamente em parceria com Charlie Kaufman, demonstrou ser um dos diretores mais talentosos da nova geração. Para completar, seu próximo filme Where the Wild Things Are é uma animação adaptada do popular livro infantil escrito por Maurice Sendak, o filme mistura atores reais com animação computadorizada.
Peter Jackson
Peter Jackson seria o Spielberg do novo milênio, porém mais sombrio, sua visão cinematográfica o fez ser o escolhido para levar as telas a até então infilmável trilogia do Senhor dos Anéis. Porém, Jackson se mostrou competente e fez dos 3 filmes verdadeiras obras-primas, com a mesma importância que Star Wars teve na década de 70. King Kong, seu filme após o sucesso de Senhor dos Anéis, é um bom filme que mostrou a habilidade de Jackson em contar boas historias com efeitos especiais de cair o queixo. Em breve teremos Jackson dirigindo a versão live action de Tin Tin, um clássico assim como Senhor dos Anéis, alguém tem duvida que será um sucesso? Eu não. Antes disso ele dirige a versão cinematográfica do best-seller de Alice Sebold intitulado "Uma vida interrompida: Memórias de um Anjo Assassinado" (The Lovely Bones). O filme será escrito e dirigido por Jackson.

Guillermo Del Toro
Com filmes como a Espinha do Diabo, o diretor mexicano Guillermo Del Toro mostrou seu talento para o mundo, em Hollywood dirigiu duas grandes adaptações de historia em quadrinhos: Blade 2 e Hellboy. Mas seu grande filme mesmo é o excepcionai Labirinto do Fauno: um filme marcante e impactante, muito bem dirigido e que merecia muito mais badalação do que lhe foi dado na época, o filme se disfarça de fábula para contar uma triste e trágica história sobre a Guerra Civil espanhola.
Talvez a consagração só venha mesmo com o Hobbit (prequel de Senhor dos Anéis). Del Toro é um dos diretores com mais projetos em Hollywood no momento, tanto como diretor como produtor. Guarde esse nome, pois você ainda vai ouvir falar muito deste mexicano.

Christopher Nolan

Original, essa é uma característica do diretor Christopher Nolan com o sensacional Amnésia, mostrando que ainda era possível fazer filmes originais em uma Hollywood cada vez menos inspirada. O filme era narrado de trás para frente de forma não linear, um filme cujo expectador não podia desgrudar nenhum minuto da tela, pois podia perder alguma dica que o diretor colocava em cada cena.
Sua obra posterior, Insônia, abordava uma temática sombria da alma humana, uma viajem à mente de um criminoso e de um policial cuja consciência era seu pior inimigo. Além disso, o diretor foi o único além de Gus Van Sant a conseguir uma boa atuação de Robin Williams, só isso já lhe valeria um Oscar. Com Batman Begins e Batman - O Cavaleiro das Trevas, Hollywood teve que reconhecer que Nolan era um dos melhores que surgiram nos últimos tempos, ele foi o responsável por ressuscitar uma franquia que estava morta e enterrada, o novo Batman é a versão definitiva do herói para o cinema. Batman 2 foi maior bilheteria do ano passado, e já é uma das maiores do cinema.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Dia em que a Terra Parou (2008)


Têm certos papeis que são perfeitos para alguns atores, mas tem atores que não nascem para protagonizar certos papeis. Ciente de todo sua inexpressividade, mas contando com um carisma que muitos atores fazem de tudo para tê-lo, Keanu Reeves é o grande nome deste remake capenga do filme de 1951 de mesmo nome no papel de Klaatu, outrora vivido pelo também inexpressivo Michale Rennie.

Não faz muito tempo que eu assisti ao original no Corujão – o único horário para assistir filmes antigos e bons na TV aberta – e fiquei impressionado com o tom tão atual deste filme depois de mais de 50 anos. Dá para perceber como nós seres humanos não evoluímos quase nada ao longo deste meio século. Ambas as histórias tem como foco uma nave extraterrestre que pousa no meio de Washington e dela saem o personagem do filme Klaatu e um robô gigante. Desta vez trocamos aqueles disquinhos caricaturais por uma esfera de energia. Mas uma coisa difere aqui, se no primeiro nós tínhamos o medo da Guerra Fria, desta vez damos lugar ao terrorismo (armas nucleares) e aos impactos ambientais, reforçando a idéia que sem o ser humano no planeta Terra tudo flui normalmente, pois segundo Klaatu “nós (ET’s telefone-minha-casa) não podemos deixar com que apenas uma espécie possa fazer com que todas as outras desapareçam”.

Podemos presenciar logo no primeiro ato do filme que o Estados Unidos é retratados da maneira mais fiel possível: atira primeiro e depois pergunta, liderança fraca que não sabe lidar com questões de segurança nacional e pessoas desequilibradas no poder. Afinal, matar um ET é mais fácil do que trocar algumas palavras com ele, a fim de aprender alguma coisa.

Contando com um bom elenco, mas mal trabalhado, O Dia em que a Terra Parou não consegue em nenhum momento fazer com que gostemos das pessoas que estão ali na telhinha. Se por um lado temos uma atriz que, se bem trabalhada, rende bons frutos (Jennifer Connely), do outro lado temos o ator mirim Jaden Smith, filho do Will Smith, que é mostrado como uma criança chata que mais dá vontade de dar um cascudo do que torcer com que ele se salve no final. Ah, ainda temos Kathy Bates (ela tava nesse filme?) como a chefe de estado e o mal aproveitado John Cleese, aceitando o papel para pagar umas contas, pois se o seu personagem for tirado do filme não iria fazer diferença nenhuma.

Ao longo do filme, “Neo” vê que nós temos algo a mais do que apenas a matança um dos outros, temos sentimento e tudo mais. No original ele ia convivendo com as pessoas e vendo aos poucos como nós podemos ser bondosos, não apenas em uma cena qualquer como nesta refilmagem. Tudo muito rápido, como se estivéssemos vendo os melhores momentos de um jogo de futebol ruim.

Resumindo: este filme é apenas uma mera desculpa para usar efeitos especiais, nada além disso. O problema todo é se levar a sério demais, já que temos tantos outros filmes de catástrofes / ET’s por aí que são melhores por justamente não estar nem um pouco preocupado em ser categorizado como “B” (vide Independancy Day). Mamar em uma fonte interessante é fácil, criar algo original é que tá difícil hoje em dia, já que o dinheiro fala mais alto, gerando desta forma uma mera desculpa para utilizar um nome conhecido e que seja rentável para os produtores de Hollywood. Faltou o cerebral. Fiquei com uma sensação de amargo na boca.

Nota: 4,0 – só por causa dos gafanhotos!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

As Tartarugas Ninjas Voltarão, em Live Action!

Quem nasceu nos anos 80 conhece muito bem quando alguém fala “Cowabanga!”. Esta célebre palavra ficou muito conhecida como grito de guerra das Tartarugas Ninja, aquelas tartarugas que saiam distribuindo pancada em todo mundo nos vídeo games, HQ’s e nos desenhos e que adoravam uma pizza. As Tartarugas apareceram pela primeira vez em histórias em quadrinhos da Mirage Comics em 1984, na parceria de Kevin Eastman e Peter Laird. A popularidade cresceu após um desenho animado que começou em 1987 e durou nove anos. Ao todo, as TMNT (Teenage Mutant Ninja Turtles) foram temas de três filmes em live action e um em animação, sendo que o primeiro filme é um dos filmes independentes mais lucrativos da história do cinema (custou $13 milhões, faturou mais de $100).

O grupo detentor dos direitos está correndo atrás de um filme em live action, focando nas origens dos moradores do esgoto de Nova York (Leonardo, Michelangelo, Donatello e Raphael, assim como o mestre Splinter), com a perspectiva de lançamento em 2011.

Essa notícia tem fundamento, pois os quelônios mais conhecidos do mundo (as tartarugas do Mario World correm por baixo) comemoram esse ano o seu 25º aniversário.

O chefe de marketing da Legendary Pictures, que produziu a animação de 2007 e produzirá esse também, disse que focará no espírito do material original e que irá empregar uma nova tecnologia, fazendo com que as tartarugas sejam mais expressivas.

Espero que esta notícia não seja apenas mais uma forma de vender mais bonequinhos (opa... figuras de ação) e mais uma tentativa de ganhar dinheiro em cima de uma franquia tão boa e rica como as tartarugas pintoras renascentistas ninja.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Presente de Natal Antecipado

Se você odeia alguém, não se preocupe, chegou o presente ideal para você dar para aquele conhecido mala e insuportável: é que A Sony Pictures já disponibilizou para venda o “filme” Escuridão Mortal (Against the Dark), o primeiro filme de vampiro com Steven Seagal (credo em cruz!!), no Brasil esta bomba saiu direto em DVD e chegou às locadoras em março.

A trama (se é que ela existe), filmada na Romênia, é a seguinte: o mestre da katana Tao (Seagal) lidera um esquadrão especial de ex-militares que caça vampiros. Os poucos sobreviventes dos sanguessugas neste cenário pós-apocalíptico se escondem em um hospital infectado. Eles sabem que o esquadrão é a única esperança. E Tao sabe que a única cura é a execução. Nos EUA, o filme saiu em 10 de fevereiro. O elenco tem a ilustre participação do primo de Dwayne "The Rock" Johnson, Tanoai Reed. A direção é do estreante Richard Crudo, diretor de fotografia de American Pie.

Já perceberam que todo filme de Seagal tem um “mortal”, até quando o cara faz filme de terror tem que ter o diabo do “mortal”. Com certeza esse filme é uma bomba. Se Dracúla estivesse “morto-vivo”, com certeza ele mesmo enfiaria uma estaca no peito dele como auto-piedade, pelo menos não veria essa bosta.
Autor: Marcelo Moraes

Reunião dos Horrores!


Tenha muito medo, essa é pior do que Freddy x Jason, segundo o site Omelete, estão pensando em fazer um filme com esse grupo de comediantes canastras (foto), pois é, se você acha que só um filme com eles já é mau gosto, imagina todos eles juntos. Podemos esperar muita piada grosseira, sem graça e com flatulências. A Columbia Pictures será a responsável por colocar essa bomba nas telas, para quem tem a sorte de não conhecer esses comediantes eles são: Kevin James, Chris Rock, Adam Sandler, Rob Schneider e David Spade; o diretor será diretor Dennis Dugan, do péssimo Zohan. Por enquanto o filme ainda está sem título.
Sandler produz o filme e assina o “roteiro”, em parceria com Fred Wolf. A história acompanha cinco melhores amigos do colegial que se reúnem 30 anos depois em um feriado de 4 de julho. Nossa, que idéia revolucionária!!!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Presságio (Knowing, 2009)


Assisti a esse filme com um pé meio atrás, basicamente por duas coisas: primeiro por ter lido críticas bem ásperas e segundo por ter que ver Nicolas Cage atuando, já que o mesmo vem devendo há tempo depois de ter feito tantos papeis ruins. Mas uma coisa me deixava esperançoso: Alex Proyas.

Depois de assistir filmes como O Corvo (The Crow, 1994) e A Cidade das Sombras (Dark City, 1998), tornei-me um grande admirador do diretor Alex Proyas, principalmente por conta deste último, que particularmente considero um grande filme, um cult. Volta e meia, Alex lida com assuntos relacionados à mundos de ficção / ficção-científica, o que é bom, pois eu sou grande fã desses gêneros. Proyas também é o realizador de outro filme bastante conhecido, Eu, Robô (2004), mas que infelizmente é mais um inflador de ego do Will Smith e de propagandas do que um filme bom, ficando estacionado apenas no “ok”.

Ao contrário da minha expectativa negativa, nesse seu novo filme, O Presságio, Alex acerta a mão e nos traz um filme muito interessante no ponto de vista narrativa e consegue tirar “quase” o melhor de Nicolas Cage.

A trama logo nos apresenta uma escola primária em que várias crianças vão fazer uma cápsula do tempo, ou seja, irão fazer desenhos sobre o futuro que será desenterrada 50 anos depois. Logo uma petiz, chamada Lucinda, começa a ouvir vozes e a escrever vários números, aparentemente sem lógica. Se eu fosse o professor daquela criança não teria botado aquilo em um envelope, quem sabe ela não iria traumatizar alguma outra criança 50 anos mais tarde? Neste primeiro ato, encontra-se o momento mais fraco do filme, um clima meio que forçado de fazer um terror barato e sem sentido, é só ver quando a menina se esconde e ninguém liga a luz para procurá-la. Aí era hora de botar uns raios e dizer que foi embora a luz, pegaria menos mal.

Passado 50 anos e o momento “leseira”, entra em cena John Koestler (Nicolas Cage), um astrofísico que adora uma manguaça e tem que cuidar sozinho, após a morte da esposa, do filho Caleb (Chandler Canterbury), que claramente sofre problemas de relação com o pai por conta disso. É no evento da escola que cada aluno recebe das mãos dos professores o envelope contendo o desenho das crianças que ajudaram a compor para cápsula do tempo. Por coincidência, Caleb recebe o envelope contendo os desenhos de Lucinda. Não demora muito para que Koestler analise e associe os números com eventos que passaram e que estão para acontecer, todos eles grandes tragédias.

É a partir de todo esse desenrolar que o filme engata uma quinta marcha e segue em ritmo acelerado, dando espaço para várias discussões. Podemos relacionar todos os acontecimentos com o Espiritismo e o Religioso.
No meio do filme os personagens de Cage e de Rose Byrne (Diana Wayland), que não pôde fazer muita coisa com sua personagem (visto que ela estava ótima em O Extermínio 2), acham na casa da falecida Lucinda um desenho de Ezequiel, profeta que escreveu vários capítulos da bíblia. Talvez essa seja a grande associação de Lucinda e suas revelações, tornando-a uma profetisa. Inclusive nos primeiros livros das antigas escrituras de Ezequiel ele descreve alguns elementos / eventos muito parecidos com o final do filme (Não, não vou contar). Além é claro de alusões ao Gênesis e a Arca de Noé.

O espiritismo entra na questão de que tudo nessa vida é cíclico, nós seres humanos e o planeta em si, todos passarão pelos estágios de vida: a criação (concepção), amadurecimento, decrepitude e morte. A partir daí tudo será renovado e dará origem a outros seres ou mundos. Os sussurros que as crianças ouviam podem até ser entendidos como mediunidade, pois quando somos pequenos não tememos tanto o sobrenatural do que quando crescemos e tomamos consciência das coisas, alguns conseguem levar isso a frente e outros, até por medo, deixam esse dom que todos nascemos de lado.

Nosso interesse pela trama é crescente, sempre nos revelando novos eventos, sempre prendendo nossa atenção. Uma coisa me deixou realmente de queixo caído foi uma das cenas de catástrofe: o acidente aéreo. Cena maravilhosa, muito bem conduzida em long shot e com efeitos soberbos. Além do mais, ele é certeiro ao ponto de não estarmos esperando que ele aconteça. O elemento surpresa realmente funciona aqui, afinal, estávamos esperando que outra coisa acontecesse, diferentemente do acidente do metrô, mas que não deixa de ser tão fantástico quanto o primeiro. Não dá para contar muita coisa do filme sem estragar o climax, poderia acabar soltando algum spoiler.

Se você entender um pouco da mensagem do filme, talvez você curta muito mais do que se estivesse esperando por um filme de catástrofes, explosões e muita ação (como deve ter sido vendido erroneamente pelos trailers).

Para os amantes de ficção científica, está aí uma boa pedida. Para os fãs de Alex Proyas e Nicolas Cage é um sinal de boa maré vindo pela frente, pelo menos é o que todos nós queremos. Com certeza, quando sair em DVD, gastarei uns trocadinhos para comprar.


Nota: 8,5


Dupla Infernal

Como de costume, antes de começar a trabalhar eu gosto de ler as notícias do mundo do entretenimento e coisas que rolaram no dia anterior, então eis que me deparo com uma nota que parece até ser piada, não de mau gosto, mas que pode até animar alguns.

Um dos campeão dos filmes de domingo à noite na “grôbu” Jean Claude Van Damme, Charles Bronson ainda continua em primeiro lugar, vai fazer uma parceria um tanto inusitada com o campeão das locadoras do morro Steven Seagal (sim, aquele cara que parece o Elymar Santos, mas com jeito de macho).

O Van Damme deu um último suspiro (não cheirada) na carreira ao fazer um filme que chamou a atenção da crítica, um filme chamado J.C.V.D, no qual ele conta a própria história da vida dele. Ainda se deu o luxo de não querer participar do novo filme do Stallone, Mercenários, que está sendo rodado no Brasil. Stallone reuniu uma galera que dá porrada depois pergunta para saber se o cara tá vivo ou não, como Jason Stathan, Jet Li, Mickey Rourke, Dolph Lundgren, e por aí vai.

Já o tio Steven anda fazendo sucesso nas locadoras lançando todo mês um filme que só muda a capa, na verdade o fundo, porque a cara que ele faz é a mesma em todas as capas.

Nunca fui muito fã do Steven, já do Van Damme é diferente. Ele fez filmes bem legais nos anos 80 e 90, fazendo com que todo menino na época quisesse dá umas porradas nos coleguinhas da rua que nem ele, à La Dragão Branco.

O filme teria o nome de Weapon e teria como sinopse os dois melhores assassinos do mundo Jack Conway e Derek Chase, Van Damme e Seagal respectivamente, juntos para derrubar um chefão do tráfico de drogas. Nada muito original, afinal tudo isso é pano de fundo para muita pancada, tiro e chutes em câmera lenta.

Já que o Stallone reuniu uma galera do “mal” para fazer um filme, bem que o Van Damme e o Seagal poderiam pensar em algo do tipo. Poderiam fazer uns contatos aí para chamar o Lorenzo Lamas, Wesley Snipes (assim que ele sair da cadeia) e o David Hasselhoff. Podia chamar também ele... (pausa)... Chuck Norris para fazer uma ponta. Aí não ia ter para ninguém.