Sou suspeito de comentar sobre filmes de artes marciais, não tenho como negar que crio muita expectativa em torno dos atores presentes nos filmes e o desenrolar das histórias, dando sempre margem a uma boa e velha pancadaria com estilo.terça-feira, 30 de agosto de 2011
O Grande Mestre (Ip Man – China, 2008)
Sou suspeito de comentar sobre filmes de artes marciais, não tenho como negar que crio muita expectativa em torno dos atores presentes nos filmes e o desenrolar das histórias, dando sempre margem a uma boa e velha pancadaria com estilo.segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Super 8
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
2011 em Cinema
O que esperar? É uma idéia bem legal se formos analisar com calma, além do mais é produzido por Timur Bekmambetov (O Procurado). O ruim é que já está se tornando um saco esse negócio de falsos documentários que encheram a tela nesses dois últimos anos (Rec, Atividade Paranormal, Cloverfield e o Último Exorcismo).
domingo, 22 de agosto de 2010
A Origem (Inception, 2010)
O novo filme de Christopher Nolan (Batman Begins, Cavaleiro das Trevas) pode ser definido como cinema na sua essência: criar um mundo imaginário onde podemos tudo. Essa definição ficou ecoando na minha cabeça ao terminar de assistir a mais um grande filme deste diretor que vem acertando a mão em seus filmes e tem tudo para ser (se já não é) um dos grandes nomes da sétima arte. quarta-feira, 14 de julho de 2010
Toy Story 3 (2010)
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
O que esperar do ano de 2010?

Mas o que esperar deste ano que já começou? Bom, temos uma lista bem legal de filmes que irão estrear ao longo do ano e que irão fazer com que você gaste alguns trocados para conferir. Confira:
1 - O Ladrão de Raios (Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief ): Assim como Harry Potter, mas trocando bruxinhos por mitologia grega, a nova tentativa de franquia comandada por Chris Columbus, responsável pelos dois primeiros filmes do bruxinho mais famoso do cinema, chega querendo fazer frente com cachorro grande e iniciar o ano fazendo bonito nas bilheterias. Ah, o filme é baseado em uma série de livros de mesmo nome.
2 – Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland): Baseado no conto de mesmo nome, o novo filme do Tim Burton, para quem já viu os trailers, fala por si próprio. Contando com a presença constante nos filmes de Burton, Jonny Depp assume o papel do Chapeleiro Maluco, colocando toda a sua excentricidade em mais um papel com a sua cara. Esta nova roupagem de Alice promete ser um dos grandes ladrões de bilheteria deste ano. Assista em 3-D.
3 – Fúrias de Titãs (Clash of the Titans): Refilmagem de um clássico dos anos 80, o novo filme do queridinho de Hollywood dos filmes de ação, Sam Worthingtom (Avatar e Exterminador do Futuro) promete fazer bonito neste filme que acompanha o estilo que 300 empregou para filmes épicos / gregos.
4 – Príncipe da Pérsia (Prince of Persia): Com inspiração no jogo homônimo, esta nova franquia da Disney promete quebrar o paradigma que filme baseado em jogo não presta (com exceção de Silent Hill). Tem tudo para dar certo, pelas fotos e trailer parece estar ficando bacana.
5 – Homem de Ferro 2 (Iron Man 2): Seqüência do filme estrelado por Robert Downey Jr., já é considerado o grande “arrasa quarterão” do ano. Se mantiver o padrão do primeiro e seguir os moldes de Hollywood (vide Homem Aranha e Batman) em que o segundo filme é sempre superior, tem tudo para valer o ingresso e a pipoca.
6 – A Origem (Inception): O novo filme do diretor Christopher Nolan (O Cavaleiro das Trevas), apesar do mistério em volta até da sua sinopse, irá render uma boa grana por conta do sucesso que foi Batman e confirmar mais ainda que Chris é um baita de um diretor.
7 – Toy Story 3: A esperada seqüência da ótima franquia Toy Story chegará aos cinemas, mas terá o grande desafio de superar o 2 que, para muitos, ainda é uma das melhores animações da Casa das Idéias.
8 – Harry Potter e As Relíquias da Morte: Parte 1: O penúltimo filme chega em novembro para iniciar o término da saga. Garantia de um baita filme que talvez supere todos os outros pelo conteúdo e pelo livro, que é o melhor. A parte 2 só em 2011.
9 – Os Mercenários (The Expendables): Filme de ação com / do Stallone e uma galera do mal dos filmes de ação (Jet Li, Jason Statham, Dolph Lundgren, etc.). Explosões, tiros e porrada. Já virou cult.
10 – O Último Mestre do Ar (The Last Airbender): Baseado no desenho animado da Nickelodean, este filme tem tudo para ser a redenção de M. Night Shyamalan. Tem conteúdo e uma boa história.
11 – Robin Hood: A parceria do filme Gladiador, Russell Crowe + Ridley Scott, tem tudo para arrancar umas lascas do nosso bolso. Será que vai ser melhor que o filme do Kevin Costner?
12 – Ilha do Medo (Shutter Island): Novo filme de Scorsese. Não preciso falar mais nada.
Ainda tem mais filmes legais, mas de cara, esses daí prometem fazer bastante barulho neste ano de 2010 cercado de grandes expectativas.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Sempre ao Seu Lado (Hachiko: A Dog's Story, 2009)

Acompanhamos a história de um professor universitário, Parker Wilson (Richard Gere), que encontra um cachorrinho, da raça Akhita, abandonado e o leva pra casa, iniciando assim uma forte relação de amor e lealdade. A diferença desta relação entre dono e cão é que todos os dias Hachiko (nome dado devido à uma letra japonesa na coleira do cachorro que significa 8), acompanha seu dono até à estação de trem e o espera até sua volta do trabalho.
Dirigido com certa obviedade por Lasse Hallström (mais conhecido por filmes como Dia de Cão, Chocolate e Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador), Sempre ao Seu Lado é um filme genérico, com diálogos genéricos e atuações no ponto morto na ladeira dos seus protagonistas, pois o que realmente importa aqui é o fim que levará a trágica história do cachorrinho. História essa que é muito conhecida no seu país de origem e quem conhece já sabe que vai chorar (e muito) ao longo de uma hora e meia de projeção.
A grande mensagem deste filme reside na mensagem em si: a lealdade. Acho que é o tipo de sentimento muito comum entre cão e dono, mas muito difícil de se conseguir entre pessoas, pois o mundo em que vivemos hoje, passar por cima dos outros é mais fácil do que se sacrificar por outro ser humano. Vivemos em uma sociedade que esqueceu o verdadeiro sentido da amizade. Este filme veio com essa finalidade, mostrar que o amor rompe a barreira do tempo, pois algo mais forte nos une nesse mundo. Não posso contar mais nada além disso, porque senão estraga o sentido do filme, porém vou logo avisando: leve um lenço pra não fazer feio na frente de tanta gente.
Nota: 7,0 – Genérico, mas que faz qualquer marmanjão chorar feito criancinha.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Entrando no clima de Avatar...
Avatar. Você ainda não ouviu falar? Bom, esse é o mais novo filme de James Cameron que promete revolucionar (será?) o cinema com uma nova técnica de animação 3d.
Mas afinal, quem é James Cameron?
Assistindo a um clássico de 1983, chamado de Exterminado do Futuro, fiquei com vontade de relembrar da carreira desse que é considerado um dos melhores diretores em atividade.
O seu sucesso começou realmente com o barulho que fez com Exterminado do Futuro, o qual rodou com apenas 6,5 milhões de dólares e faturou quase 80 milhões. Mas este era apenas o começo de uma grande carreira deste canadense.
Logo depois veio com um dos meus filmes favoritos, Aliens – O Resgate de 1986. Não contente com a grandiosidade deste título, quebrou o paradigma dos filmes de ação colocando uma mulher (Sigourney Weaver) no papel principal.
Três anos depois foi a vez de outro filme que gosto muito, O Segredo do Abismo com Ed Harris. Com efeitos especiais inovadores na época com a suas criatura aquáticas, revolucionou ao ponto de utilizar com maestria no seu outro grande sucesso em 1991, O Exterminado do Futuro 2, trazendo uma realidade incrível na composição do T-1000 e seu metal líquido.
Já em 1994, veio mais um sucesso com a companhia de Arnold Schwarzenegger no primeiro filme que quebrou a barreira do orçamento de 100 milhões de dólares em True Lies. Este eu considero até hoje o melhor filme do hoje governador da Califórnia, talvez Cameron seja o único diretor que tenha conseguido fazer com que Schwazza tenha realmente atuado.
Pegando o embalo de grandes sucessos, veio a grande tacada com Titanic em 1997, que até hoje é a maior bilheteria do cinema, tanto em expectadores quanto em arrecadação. Esse talvez seja o trabalho com que alcançou todos os públicos e mostrou a sua versatilidade em lidar com temas como amor e a sensibilidade das cenas românticas.
Depois de tantos sucessos, depois de tantas quebras de recordes, eis que quase 12 anos de espera veremos esse grande diretor em ação novamente com Avatar, que de acordo com a mídia e com a minha expectativa, talvez seja o grande filme do ano.
Obs.: Cameron já ganhou o Oscar de melhor diretor por Titanic, mas também já levou o Framboeza de Ouro por Rambo II, sendo que esse último só não manchou sua carreira porque Sylvester Stallone quem modificou o roteiro e bagunçou tudo.
Atividade Paranormal (Paranormal Activity, 2007)
O medo é um sentimento meio que masoquista, assistir a um filme de terror é pedir para sentir aquele arrepio na espinha e pular da poltrona. Para aqueles que adoram roer as unhas de tensão, chega o filme Atividade Paranormal.
Rodado com câmeras caseiras, este que a muito se assemelha à Bruxa de Blair pela sua estrutura narrativa, Atividade Paranormal assume este tom de mockumentary (falso documentário) para contar a história de um casal, Katie e Micah, que começam a presenciar atividades estranhas na sua nova casa e resolvem comprar uma câmera para registrar tais eventos.
O que mais chama a atenção nesta produção é o fato da mesma ter sido rodado com apenas $ 15.000,00 e faturado mais de $100.000.000,00. O diretor Oren Peli, a partir de uma idéia básica que ele afirma ter vivido, praticamente já garantiu seu fundo de garantia para a aposentadoria, mas parece que não vai parar por aí.
Ao longo da projeção vamos aos poucos sendo apresentados ao tal fenômeno, que por sua vez um especialista chamado por Katie afirma não se tratar de um fantasma, mas sim de um demônio que a persegue desde que ela era pequena, o que a impede de se mudar.
O grande barato desde filme reside de nunca vermos o tal demônio que assombra a casa, pois em produções japonesas e americanas somos logo abordados por fantasmas de criancinhas cabeludas e pálidas. E à medida que o filme vai se desenrolando os fenômenos vão aumentando de freqüência e de intensidade, ocorrendo até durante o dia.
Talvez seja aí que o reside o pecado do filme e que quase o compromete: a tensão vai aumentando ao decorrer dos dias e quando estamos naquele clima de total desespero pelos personagens, o filme simplesmente acaba e se entrega a um final que certamente foi modificado pela produtora do filme, ou seja, se tivesse terminado 5 segundos antes teria sido melhor.
Quem assistiu a Bruxa de Blair sabe que esse filme não tem nada de diferente ou revolucionário, é apenas mais um filme feito com uma boa idéia e muita criatividade. Este sim é uma ótima recomendação para os masoquistas de plantão que eu citei. Ah, quanto ao que o cartaz do filme diz que não é para assistir sozinho, leve a sério.
Obs.: Este filme já está pronto desde 2007 e fez tanto barulho que a Paramount e Steven Spielberg apadrinharam para lançá-lo mundialmente. Desta forma tornou-se o filme “independente” mais lucrativo da história do cinema, superando Mudança de Hábito (sim aquele das freiras cantoras que já cansou de passar na Sessão da Tarde).
Nota: 8,0 – nunca mais vou dormir de porta aberta na minha vida.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
10 Razões para não assistir a “Saga Crepúsculo”:
Eu, sinceramente, não tenho a menor vontade de assistir a nenhum dos filmes, nem o já lançado (Crepúsculo, 2008), nem a essa nova fita (Lua Nova, 2009). Mas não porque não gosto de filmes de vampiros, mas por conta da qualidade questionável e da super estimação de uma produção mequetrefe. Só pelo trailer já pude conferir a “qualidade” dos atores e do roteiro em sim.A questão toda é que filme para adolescentes hoje em dia é algo bem questionável, principalmente porque a mídia tende a subestimar a mentalidade destes, não edificam em nada. É só comparar o que os adolescente assistiam, com a mesma temática, em 1987, com o bom filme Garotos Perdidos. Quem assistiu a este sabe que a história é praticamente idêntica, mas como o filme se desenvolve que as semelhanças ficam mesmo por conta da premissa.
Fuçando pela internet, achei essa lista muito legal do site http://www.popmatters.com/ de 10 razões para você não assistir a essa nova franquia de sucesso que está batendo recordes de bilheteria (infelizmente, pois isso é significado de mais filmes por aí e tendências).
Confira a lista abaixo das 10 razões para não assistir:
1. Se você não é uma garotinha de 14 anos que adora gritar de euforia. Claro, que isso quer dizer que você tem coragem de acampar por cinco dias na fila do cinema só para ter uma visão privilegiada para ver Robert Pattinson, Kristen Stewart and Taylor Lautner. Você ao menos sabe quem são eles?
2. O livro não está na sua “must read” lista. Você não apenas leu os livros dos quais o filmes são baseados, como também nem se importa de ver o filme primeiro.
3. Aversão a vampiros. Você não dá a mínima para vampiros, e mesmo que você o fizesse, você também não daria a mínima para lobisomens.
4. Você é um purista. Se tem uma coisa que eu não gosto sobre filmes de terror da atualidade é que eles mudam as regras como bem entendem. Os zumbis correm mais rápido, mas todo mundo sabe que zumbis se mexem devagar. Os vampiros se forçam a serem vegetarianos, quando todos sabem que isso é impossível. E os lobisomens nem precisam de uma lua cheia para se transformar na tal criatura. Qual é a dos produtores, hein?
5. O nome da protagonista: Bella. Se alguém diz o nome “Bella” para você, a primeira coisa que viria a cabeça na hora de soletrar seria “Bela”, como no nome do eterno interprete do Conde Drácula de 1931 – Bela Lugosi.
6. Ela não é Anne Rice. Nós não estamos fazendo um julgamento do talento como escritora da autora, Stephenie Meyer, dos livros “Crepúsculo”. É que nós fomos apresentados ao mundo dos vampiros por Anne Rice, com o seu ótimo Entrevista com Vampiro – que também virou filme com o Tom Cruise e Brad Pit. Edward Cullen, o vampiro mocinho do filme, é uma imitação barata do Lestat.
7. Vilões. Hans Gruber foi o grande vilão em Duro de Matar, Auric Goldfinger foi o grande vilão do filme do James Bond, Darth Vader foi um grande vilão nos filmes de Star Wars. Esses vilões tinham ambições. Eles queriam conquistar o mundo (ou o universo no caso de Vader). Não estavam motivados pela sede de sangue. Se alguém morresse, era apenas mais um no caminho do grande plano do vilão. Não era porque estava na hora do jantar.
8. Você é um líder, não um seguidor. A Saga Crepúsculo: Lua Nova vai arrastar milhões de dólares pelo mundo, sem mencionar o mercado caseiro de DVD's. Somente um adolescente ou um lobisomem, sentem prazer de fazer parte do bando. Eles gostam de se gabar de fazerem parte de milhões que marcharam em direção ao cinema para assistir aos filmes. Você é diferente, você prefere fazer parte de um grupo menor que sabe como gastar seu dinheiro suado.
9. “Avatar” está chegando, com a previsão de lançamento em Dezembro. Dinheiro não tá fácil nesse momento, e você quer economizar o dinheiro gasto com ingresso em um negócio mais adulto e com qualidade.
10. As filas estão muito longas, tá um saco comprar ingresso nessa época do ano.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Watchmen (2009)
Baseado nas graphic novel de mesmo nome escrita por Alan Moore, eis que sai o novo filme do nada visionário diretor Zack Snyder (título de “visionário” que foi colocado nos cartazes do filme por conta de 300) e de cara digo logo: quem leu esta série de histórias em quadrinhos, que é considerada por muitos uma obra de arte, vai curtir muito mais o filme do que aqueles que nem sabem pra onde vai.
Situado em uma versão alternativa do nosso mundo em 1985, em que a Guerra Fria está preste a deixar de ser apenas uma série de ameaças entre EUA e a União Soviética, somos apresentados logo de cara a um grupos de heróis, conhecidos como os “máscaras”, que são comuns no dia a dia das pessoas. O tempo passa e as gerações de heróis mudam, daí presenciamos o assassinato de um dos integrantes do último time de heróis após uma lei que impusera que heróis mascarados não poderiam mais atuar.
Mas qual é a diferença de Watchmen para os filmes / HQ's de super-heróis habituais? Bom, com a exceção do Dr. Manhattan, nenhum dos heróis possui realmente um grande poder, ou seja, eles estão mais próximos da nossa realidade com conflitos pessoais, fraquezas e incertezas do que apenas salvar o dia e pronto com minha super-força, raio laser, ou minha armadura super cósmica.
A graphic novel lançada nos anos 80 mudou quase que completamente a idéia que se tinha sobre o tema “herói”, pois uma narrativa mais madura foi imposta, juntando-se com outras obras como A Queda de Murdock (Demolidor) e Cavaleiro das Trevas (Batman), ambos de Frank Miller e Maus (de Art Spiegelman) respectivamente, mostrando que histórias em quadrinhos eram coisas de adulto também e não apenas de adolescentes.
Passamos a acompanhar a história dos heróis Rorschac (Jackie Earle Haley), Coruja (Patrick Wilson), Ozymandia (Mathew Goode), Malin Akerman (Espectral II), Comediante (Edward Blake) e Dr. Manhattan (Billy Cudrup) que precisam se reunir novamente para investigar a morte de um companheiro, pois Rorschac acredita que uma grande conspiração está por trás disso tudo para tirar todos os heróis do caminho. O problema de se ter um elenco tão numeroso é que nem sempre é possível trabalhar da forma correta as personalidades e histórias de cada um, por conta disso vários flashbacks são inseridos ao longo da narrativa para que possamos entender o que leva a ação de cada herói que estamos vendo naquele instante.
Infelizmente eu não li as revista, mas analisando esse material como um filme, fica claro que alguns personagens não despertaram o meu interesse e suas historinhas com cara de novela mexicana que passa no SBT. Com exceção dos monólogos do Dr. Manhattan e de Horschac (meu personagem mais intrigante e interessante), os outros parecem meros figurantes em prol de uma trama maior.
Quanto à direção de Zack Snyder, continuo afirmando que o cara não tem nada de visionário, pois algumas cenas de ação soam extremamente artificiais e não causam o mesmo impacto que algumas vistas no seu trabalho anterior (300) e até mesmo na cena de luta inicial. Ele precisa tomar cuidado para não ter os mesmos vícios que certos diretores (Michael Bay, alguém?) e ter como marca registrada certas manias (vide alguns excessos de câmera lenta). No mais, ainda gosto muito mais do Madrugada dos Mortos dirigido por ele.
Muito longo e cansativo, sempre uma adaptação não vai agradar a todos, mas certamente aqueles que querem algo mais cerebral além apenas de pancadaria gratuita e pouco papo, vão gostar. Já aqueles que não tem paciência, é melhor esperar por alguma outra coisa que não seja Watchmen.
Nota 7,0 – Vou comprar as graphic novel para ver se mudo de idéia.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Besouro (2009)

Situado no Recôncavo bahiano nos anos 20, em uma época que os negros ainda eram escravizados, Besouro nos apresenta todos os elementos do candomblé e da capoeira como pano de fundo para a história que iremos acompanhar. Seguimos os passos de Besouro (Aílton Carmo), que dá o nome ao título, como um dos pupilos do mestre Alípio, que representava a grande força e luta contra os tiranos que ainda insistiam em tratar os negros como escravos. Eis então que Alípio é assassinado e seu legado passa para Besouro, que irá contar com as forças dos deuses para lhe garantir poderes sobrenaturais para continuar a luta para a libertação do seu povo.
Para fazer um filme de qualidade é preciso que a mão-de-obra seja realmente competente no que faz, e isso é uma coisa que este filme tem. Desde o seu diretor, João Daniel Tikhomiroff - vindo da área de publicidade, até ao coreógrafo chinês de lutas renomado internacionalmente Dee Dee (Matrix, Kill Bill e O Tigre e o Dragão). Visualmente o filme é impecável: a cena do lago, em que Besouro se vê aos olhos de um sapo, e o momento que ele inicia seu ritual de aprendizado e crescimento são dirigidos com segurança e com bastante apelo estético. As cenas de lutas, que são poucas infelizmente, são muito bem feitas e competentes. Infelizmente o que peca um pouco é a questão da relutância do nosso “super-herói”, que não vai mesmo para a briga, mas isso tem explicação: Besouro nada mais quer que seu povo saiba lutar por si mesmo, não que chegue alguém e simplesmente acabe com a festa dos bandidos, ou seja, ele quer servir de inspiração.
Afinal Besouro é ou não é um bom filme? Sim, é. Mas ele vai além disso, mostra que os brasileiros sabem fazer filmes que não seguem sempre a mesma linha. Talvez com essa “coragem” de fazer algo diferente, desperte o interesse de outros diretores em querer contribuir com outros tipos de filmes também, como a ficção científica, terror e ação.
Nota: 8,0 – Queria mais ação. Quem sabe em uma continuação?
sexta-feira, 31 de julho de 2009
O mundo não seria o mesmo sem... O Silêncio dos Inocentes (Silence of the Lambs - 1991)

Matrix + Superman = ?

Eu espero todos os dias por novidades de um novo filme, porque sou fã do Super e acredito no potencial que este poderia ter, com uma boa história e um bom vilão. Hoje eu me deparei com a notícia que os irmãos Wachowski estão cotados para serem os responsáveis pelo recomeço da franquia, pois em 2011 acaba o prazo para a produção de um filme já que as famílias dos criadores do Superman irão adquirir todos os direitos em cima do personagem, ficando bem difícil negociar para que outro filme seja produzido.
Os criadores de Matrix seriam apenas os produtores e o diretor seria James McTeigue (V de Vingança e do ainda inédito Ninja Assassin, todos produzidos pelos irmãos). Agora, podemos esperar boa coisa com essa galera no comando? Podemos. Principalmente porque os irmãos Wachowski gostam de trabalhar com materiais onde uma pessoa é dotada de um super poder, um escolhido. Por outro lado, também pode ser que o filme não seja bom por conta da influência do estúdio em cima do material produzido (lembre-se da diferença da qualidade do primeiro Matrix para as suas seqüências, as quais os diretores afirmaram que só fizeram para ganhar dinheiro e por influência do estúdio).
Mais uma vez uma novela em cima do maior herói de todos os tempos está se desenrolando. Está difícil acreditar novamente que um homem pode voar.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
As Duas Faces da Lei (Righteous Kill - 2008)

Na trama, após 30 anos como parceiros no Departamento de Polícia de Nova York, os condecorados detetives David Fisk (Al Pacino) e Thomas Cowan (Robert De Niro) deveriam estar aposentados, mas não estão. Eles são chamados para investigar o assassinato de um conhecido cafetão, que parece ter ligação com um caso envolvido com eles há alguns anos atrás. Como no crime original, a vítima é um criminoso suspeito, cujo corpo foi encontrado junto a um poema que justifica o assassinato. Quando outros crimes do tipo acontecem fica nítido que eles estão às voltas com um serial killer. O mais incrível é que para rodar este filme foram gastos 80 Milhões de dólares, um alto padrão para um filme que não faz jus ao orçamento.
Mas pra entender como o cinema perdeu uma boa oportunidade de ver duas lendas do cinema juntos, vamos voltar a 1995, quando Michael Mann filmou o excelente Fogo Contra Fogo. O filme era estrelado por DeNiro e Pacino, mas para a tristeza geral os dois tinham poucas cenas juntos. Após estes filmes a qualidade dos filmes dos dois piorou, mas um futuro encontro, com mais tempo em cena, era aguardado pelos fãs. Para a infelicidade de todos coube a infeliz Millenium Filmes (ex-produtora de filmes B) reunir os dois. Poderia até dado certo se não fosse o fato de terem aprovado um roteiro tão ruim de Russell Gerwitz (do bom Um Plano Perfeito) e um diretor de quinta categoria, o apático Jon Avnet. Resultado: é um filme B que podia ser muito bem a reunião de Stallone e Seagal, um roteiro capenga com reviravoltas que até minha filha de 1 ano é capaz de sacar. Os dois mestres estão no auge da canastrice. O filme em nenhum momento se desenvolve e a cada minuto da película se atropela em clichês horríveis. Outra coisa que não dá para entender no filme é o excesso de palavrões, desnecessário e muitas vezes patético. Parece que o filme foi feito nas coxas e que o simples fato de ter os dois ícones no cartaz já seria capaz de atrair o publico. Vale lembrar que o filme foi um fracasso nas bilheterias.
No final fica um certa melancolia, uma sensação de desperdício e uma vontade louca de correr para locadora e alugar Touro Indomável e o Poderoso Chefão, nessa época sim valia a pena unir esses dois, hoje é uma grande piada de mau gosto. Oscar para DeNiro e Pacino, definitivamente não, uma camisa de força seria mais apropriada.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
A Era do Gelo 3

Fazer sucesso financeiro é garantia de seqüência / franquia, o que nos garante o pré-requisito de ter que assistir um filme com a mesma formula do primeiro para garantir o sucesso de novos filmes. É sobre esse lema que Hollywood vive hoje, por mais que o filme progenitor seja ruim, afinal sucesso é tudo. Temos vários exemplos de franquias ruins que fizeram sucesso e garantiram inúmeras seqüências: American Pie, Aliens VS Predator (os filmes individuais são infinitamente melhores), Resident Evil (pena que a adaptação só está no nome) e etc.
Porém, para toda regra existe uma exceção, neste caso estamos falando da franquia A Era do Gelo, que começou com apenas um filme mediano, melhorando no segundo e conseguindo seu ápice neste terceiro exemplar (lançado inclusive com a técnica 3d).
A Era do Gelo foi o primeiro filme em animação da 20th Century Fox, lançando em 2002 e dirigido por duas mãos por Chris Wedge e pelo brasileiro Carlos Saldanha, esse que veio a assumir o segundo e agora este terceiro exemplar.
Tirando leite de pedra para enriquecer os produtores de Hollywood e garantir mais um sucesso para o diretor Carlos Saldanha, que está produzindo um novo filme de animação chamado de Rio, acompanhamos mais uma vez a turma da era glacial: Sid, Manny, Diego, Ellie e seus dois irmãos (gambás) e o novo personagem Buck, uma doninha pra lá de marrenta e louca.
A história dessa vez tem um tom mais Disney de ser, ou seja, tentando e conseguindo com êxito colocar os valores familiares e da amizade acima de tudo no desenrolar dos atos. Desta vez Manny e Ellie estão à espera do seu bebê, Diego sente que está ficando molenga e decide seguir seu próprio caminho sem seus amigos por se sentir na necessidade de novas aventuras, enquanto Sid vai à busca de sua própria família encontrando ovos de dinossauro e tentando criá-los como filhos. É nessa tentativa de construir essa família um tanto quanto estranha que Sid acaba se metendo em uma enrascada quando a mãe verdadeira dos ovos acaba levando a preguiça desastrada para um mundo subterrâneo e, como diria o narrador de filmes da Sessão da Tarde da TV Globo: “arrumando grandes confusões” para seus amigos que vão tentar resgatá-lo. Ah, ainda tem o esquilo Scrat que ainda está atrás de sua noz, só que dessa vez ele conseguiu uma concorrente / aliada, uma “Scratita”, por quem acaba se apaixonando.
Por falar no Scrat, talvez nele resida a melhor sacada do filme: o seu encontro com a esquilinha sexy. A cena do tango é simplesmente genial. Ah, fato curioso: quando estava assistindo ao filme em uma sessão lotadíssima, com gente de tudo quanto é tipo e crianças que ficavam gritando ao longo do filme, que ouvi uma pérola de um “folião” na cena que citei: “ahahaha, eles estão dançando valsa”. É pra se matar e pedir que o enterre de barriga pra baixo para não ter risco de voltar.
Superior aos dois primeiros filmes, este novo A Era do Gelo vai deixar qualquer um satisfeito ao sair do cinema. Não é nenhuma obra prima, mas exerce bem o seu papel. Um filme feito pra família, que pode divertir tanto a criançada quanto aos adultos. Mas por favor, já chega de sequências desnecessárias.
Nota: 8,0 – Vale o ingresso!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
O mundo não seria o mesmo sem... O Poderoso Chefão










