O que podíamos esperar quando a mente brilhante de Spielberg se junta com uma das mentes mais criativas da atualidade? Bem, eu achava que iria ser um encontro épico, pois teríamos a invencionice e criatividade do pai de Lost, J. J. Abrams, com os toques de genialidade do pai do E.T., mas o que eu acabei vendo foi uma grande homenagem aos filmes que cresci assistindo durante a minha infância e nada mais.
O filme tem todos os elementos que fizeram os filmes famílias dos anos 80 um sucesso, como E.T. e os Goonies, sendo que ainda sobrou um pouco para Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Falando em Os Goonies, não tem como não lembrar por conta do tom do início do filme que é praticamente o mesmo deste ‘clássico’ (da Sessão da Tarde).
Porém o filme fica somente nisso mesmo, homenagens e mais homenagens, esquecendo de ser um pouco mais original, inclusive ao ‘monstro’ que era uma mistura de Cloverfield com o General Grievous de Star Wars. Destaco como positivo o efeito especial do acidente de trem e o elenco principal, personagens de Joel Courtney (Joe) e Ellen Fanning (Alice).
Talvez tenha faltado um requinte maior no roteiro por conta de alguns buracos e de dar um pouco mais de personalidade aos personagens secundários, limitados a meros estereótipos.
Confesso que me diverti mais quando os amigos estavam filmando um filme sobre zumbis em uma clara homenagem ao filme Madrugada dos Mortos do George Romero.
Por ironia um dos personagens fala em ‘valor de produção’, algo que realmente ficou faltando por aqui.
Nota - 6,0 - J.J. Abrams concentre-se em Star Trek e Spielberg no Tintim
Veja Também:
Conta Comigo
Os Goonies
Madrugada dos Mortos (1968)
E.T.

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