quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Os Goonies (The Goonies, 1985)



Relembrar o passado é sempre bom, ainda mais de uma época tão boa quanto a nossa infância. Digo isso, pois encontrei em promoção alguns DVD's, em sua maioria antigos, um certo filme que marcou a infância de várias crianças do mundo todo que nasceram nos anos 80 e que logo fiquei empolgado em adquirir. Estou falando de Os Goonies, produzido por Steven Spielberg e dirigido por Richard Donner (Super-homem – O Filme).




Mais diante disso me vieram várias perguntas: o que define um clássico? Seria a sua qualidade indiscutível ou seria a sua legião de fãs? Acho que o que denota um clássico são os fãs que ela possui e a força que continua com o passar dos tempos, não apenas um marola de férias (Crepúsculo, alguém?). A riqueza de sua história e o envolvimento são fatores marcantes, mas também o que fica latente nesta questão é o sentimento que estas produções despertam nas pessoas, ou até mesmo épocas que te fazem recordar de algo ou de alguém.




Os Goonies é lembrando por muitos como um clássio da Sessão da Tarde, mas é claro que ele é muito mais do que isso. Eu definiria os Goonies como um passeio no parque de diversões, no qual você experimenta todos os brinquedos temáticos que ele tem pra te oferecer. Portanto, tem tudo o que uma criança gosta e que fica no seu imaginário. Quem nunca inventou histórias de piratas e caças ao tesouro? Quem nunca quis ser como um Indiana Jones?




Somos apresentados a várias famílias que estão preste a perder suas casas, já que o bairro vai ser demolido. É aí que os Goonies (nome dado ao clube dos amigos por conta da região em que vivem) acham um mapa do tesouro de Willy Caolho que talvez possa salvar as casas e manter todos os amigos juntos.




O grande barato dessa produção é o seu elenco: Mikey (o mocinho sonhador), Brand (o irmão mais velho), Bolão (o gordinho e desastrado da turma que só pensa em comer), Bocão (o Bart Simpson da turma), Andy (a garota romântica), Stef (a amiga racional de Andy), Dado (o inventor) e Sloth que se junta ao longo da aventura. É notório como o elenco é homogêneo e todos soam verossímeis, parecendo como qualquer um de nós enquanto crianças. O que não convence muito é a gangue dos Fratelli, seguindo o perfil de criminosos bobalhões à la Esqueceram de Mim, que passam a persegui-los.




Dirigido com competência de Richard Donner, o que chama bastante a atenção é o clima frenético que o filme toma a partir do seu segundo ato, no momento que eles entram na caverna e começam a procura do tesouro pirata. Outro fator de destaque é a belíssima trilha sonora que dá o tom certo a esta caçada.




Os Goonies é um filme que marcou, novamente eu cito que não por conta dos seus aspecto técnico que em alguns momentos são questionáveis, mas sim pelo sentimento e a felicidade de reencontrar a sua infância, um espelho de si mesmo em 140 minutos de boa diversão e muita aventura, seja até qual for a sua idade.




Nota: 8,0 – Sloth!



segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sempre ao Seu Lado (Hachiko: A Dog's Story, 2009)


História com animais sempre me comovem, mas não aqueles filmes em que os bichos (cachorros e macacos falantes em sua maioria) aprontam muitas confusões. Seguindo a “fórmula” de amor entre o homem e seu cachorro de Marley e Eu , eis que chega aos cinemas neste natal o filme Sempre ao Seu Lado, baseado em uma lenda japonesa e um remake de 1987.



Acompanhamos a história de um professor universitário, Parker Wilson (Richard Gere), que encontra um cachorrinho, da raça Akhita, abandonado e o leva pra casa, iniciando assim uma forte relação de amor e lealdade. A diferença desta relação entre dono e cão é que todos os dias Hachiko (nome dado devido à uma letra japonesa na coleira do cachorro que significa 8), acompanha seu dono até à estação de trem e o espera até sua volta do trabalho.




Dirigido com certa obviedade por Lasse Hallström (mais conhecido por filmes como Dia de Cão, Chocolate e Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador), Sempre ao Seu Lado é um filme genérico, com diálogos genéricos e atuações no ponto morto na ladeira dos seus protagonistas, pois o que realmente importa aqui é o fim que levará a trágica história do cachorrinho. História essa que é muito conhecida no seu país de origem e quem conhece já sabe que vai chorar (e muito) ao longo de uma hora e meia de projeção.




A grande mensagem deste filme reside na mensagem em si: a lealdade. Acho que é o tipo de sentimento muito comum entre cão e dono, mas muito difícil de se conseguir entre pessoas, pois o mundo em que vivemos hoje, passar por cima dos outros é mais fácil do que se sacrificar por outro ser humano. Vivemos em uma sociedade que esqueceu o verdadeiro sentido da amizade. Este filme veio com essa finalidade, mostrar que o amor rompe a barreira do tempo, pois algo mais forte nos une nesse mundo. Não posso contar mais nada além disso, porque senão estraga o sentido do filme, porém vou logo avisando: leve um lenço pra não fazer feio na frente de tanta gente.




Nota: 7,0 – Genérico, mas que faz qualquer marmanjão chorar feito criancinha.



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Entrando no clima de Avatar...


Avatar. Você ainda não ouviu falar? Bom, esse é o mais novo filme de James Cameron que promete revolucionar (será?) o cinema com uma nova técnica de animação 3d.


Mas afinal, quem é James Cameron?


Assistindo a um clássico de 1983, chamado de Exterminado do Futuro, fiquei com vontade de relembrar da carreira desse que é considerado um dos melhores diretores em atividade.


O seu sucesso começou realmente com o barulho que fez com Exterminado do Futuro, o qual rodou com apenas 6,5 milhões de dólares e faturou quase 80 milhões. Mas este era apenas o começo de uma grande carreira deste canadense.


Logo depois veio com um dos meus filmes favoritos, Aliens – O Resgate de 1986. Não contente com a grandiosidade deste título, quebrou o paradigma dos filmes de ação colocando uma mulher (Sigourney Weaver) no papel principal.


Três anos depois foi a vez de outro filme que gosto muito, O Segredo do Abismo com Ed Harris. Com efeitos especiais inovadores na época com a suas criatura aquáticas, revolucionou ao ponto de utilizar com maestria no seu outro grande sucesso em 1991, O Exterminado do Futuro 2, trazendo uma realidade incrível na composição do T-1000 e seu metal líquido.


Já em 1994, veio mais um sucesso com a companhia de Arnold Schwarzenegger no primeiro filme que quebrou a barreira do orçamento de 100 milhões de dólares em True Lies. Este eu considero até hoje o melhor filme do hoje governador da Califórnia, talvez Cameron seja o único diretor que tenha conseguido fazer com que Schwazza tenha realmente atuado.


Pegando o embalo de grandes sucessos, veio a grande tacada com Titanic em 1997, que até hoje é a maior bilheteria do cinema, tanto em expectadores quanto em arrecadação. Esse talvez seja o trabalho com que alcançou todos os públicos e mostrou a sua versatilidade em lidar com temas como amor e a sensibilidade das cenas românticas.


Depois de tantos sucessos, depois de tantas quebras de recordes, eis que quase 12 anos de espera veremos esse grande diretor em ação novamente com Avatar, que de acordo com a mídia e com a minha expectativa, talvez seja o grande filme do ano.



Obs.: Cameron já ganhou o Oscar de melhor diretor por Titanic, mas também já levou o Framboeza de Ouro por Rambo II, sendo que esse último só não manchou sua carreira porque Sylvester Stallone quem modificou o roteiro e bagunçou tudo.

Atividade Paranormal (Paranormal Activity, 2007)

O medo é um sentimento meio que masoquista, assistir a um filme de terror é pedir para sentir aquele arrepio na espinha e pular da poltrona. Para aqueles que adoram roer as unhas de tensão, chega o filme Atividade Paranormal.


Rodado com câmeras caseiras, este que a muito se assemelha à Bruxa de Blair pela sua estrutura narrativa, Atividade Paranormal assume este tom de mockumentary (falso documentário) para contar a história de um casal, Katie e Micah, que começam a presenciar atividades estranhas na sua nova casa e resolvem comprar uma câmera para registrar tais eventos.


O que mais chama a atenção nesta produção é o fato da mesma ter sido rodado com apenas $ 15.000,00 e faturado mais de $100.000.000,00. O diretor Oren Peli, a partir de uma idéia básica que ele afirma ter vivido, praticamente já garantiu seu fundo de garantia para a aposentadoria, mas parece que não vai parar por aí.


Ao longo da projeção vamos aos poucos sendo apresentados ao tal fenômeno, que por sua vez um especialista chamado por Katie afirma não se tratar de um fantasma, mas sim de um demônio que a persegue desde que ela era pequena, o que a impede de se mudar.


O grande barato desde filme reside de nunca vermos o tal demônio que assombra a casa, pois em produções japonesas e americanas somos logo abordados por fantasmas de criancinhas cabeludas e pálidas. E à medida que o filme vai se desenrolando os fenômenos vão aumentando de freqüência e de intensidade, ocorrendo até durante o dia.


Talvez seja aí que o reside o pecado do filme e que quase o compromete: a tensão vai aumentando ao decorrer dos dias e quando estamos naquele clima de total desespero pelos personagens, o filme simplesmente acaba e se entrega a um final que certamente foi modificado pela produtora do filme, ou seja, se tivesse terminado 5 segundos antes teria sido melhor.


Quem assistiu a Bruxa de Blair sabe que esse filme não tem nada de diferente ou revolucionário, é apenas mais um filme feito com uma boa idéia e muita criatividade. Este sim é uma ótima recomendação para os masoquistas de plantão que eu citei. Ah, quanto ao que o cartaz do filme diz que não é para assistir sozinho, leve a sério.


Obs.: Este filme já está pronto desde 2007 e fez tanto barulho que a Paramount e Steven Spielberg apadrinharam para lançá-lo mundialmente. Desta forma tornou-se o filme “independente” mais lucrativo da história do cinema, superando Mudança de Hábito (sim aquele das freiras cantoras que já cansou de passar na Sessão da Tarde).


Nota: 8,0 – nunca mais vou dormir de porta aberta na minha vida.




quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

10 Razões para não assistir a “Saga Crepúsculo”:

Eu, sinceramente, não tenho a menor vontade de assistir a nenhum dos filmes, nem o já lançado (Crepúsculo, 2008), nem a essa nova fita (Lua Nova, 2009). Mas não porque não gosto de filmes de vampiros, mas por conta da qualidade questionável e da super estimação de uma produção mequetrefe. Só pelo trailer já pude conferir a “qualidade” dos atores e do roteiro em sim.

A questão toda é que filme para adolescentes hoje em dia é algo bem questionável, principalmente porque a mídia tende a subestimar a mentalidade destes, não edificam em nada. É só comparar o que os adolescente assistiam, com a mesma temática, em 1987, com o bom filme Garotos Perdidos. Quem assistiu a este sabe que a história é praticamente idêntica, mas como o filme se desenvolve que as semelhanças ficam mesmo por conta da premissa.


Fuçando pela internet, achei essa lista muito legal do site http://www.popmatters.com/ de 10 razões para você não assistir a essa nova franquia de sucesso que está batendo recordes de bilheteria (infelizmente, pois isso é significado de mais filmes por aí e tendências).



Confira a lista abaixo das 10 razões para não assistir:


1. Se você não é uma garotinha de 14 anos que adora gritar de euforia. Claro, que isso quer dizer que você tem coragem de acampar por cinco dias na fila do cinema só para ter uma visão privilegiada para ver Robert Pattinson, Kristen Stewart and Taylor Lautner. Você ao menos sabe quem são eles?


2. O livro não está na sua “must read” lista. Você não apenas leu os livros dos quais o filmes são baseados, como também nem se importa de ver o filme primeiro.

3. Aversão a vampiros. Você não dá a mínima para vampiros, e mesmo que você o fizesse, você também não daria a mínima para lobisomens.

4. Você é um purista. Se tem uma coisa que eu não gosto sobre filmes de terror da atualidade é que eles mudam as regras como bem entendem. Os zumbis correm mais rápido, mas todo mundo sabe que zumbis se mexem devagar. Os vampiros se forçam a serem vegetarianos, quando todos sabem que isso é impossível. E os lobisomens nem precisam de uma lua cheia para se transformar na tal criatura. Qual é a dos produtores, hein?


5. O nome da protagonista: Bella. Se alguém diz o nome “Bella” para você, a primeira coisa que viria a cabeça na hora de soletrar seria “Bela”, como no nome do eterno interprete do Conde Drácula de 1931 – Bela Lugosi.


6. Ela não é Anne Rice. Nós não estamos fazendo um julgamento do talento como escritora da autora, Stephenie Meyer, dos livros “Crepúsculo”. É que nós fomos apresentados ao mundo dos vampiros por Anne Rice, com o seu ótimo Entrevista com Vampiro – que também virou filme com o Tom Cruise e Brad Pit. Edward Cullen, o vampiro mocinho do filme, é uma imitação barata do Lestat.


7. Vilões. Hans Gruber foi o grande vilão em Duro de Matar, Auric Goldfinger foi o grande vilão do filme do James Bond, Darth Vader foi um grande vilão nos filmes de Star Wars. Esses vilões tinham ambições. Eles queriam conquistar o mundo (ou o universo no caso de Vader). Não estavam motivados pela sede de sangue. Se alguém morresse, era apenas mais um no caminho do grande plano do vilão. Não era porque estava na hora do jantar.


8. Você é um líder, não um seguidor. A Saga Crepúsculo: Lua Nova vai arrastar milhões de dólares pelo mundo, sem mencionar o mercado caseiro de DVD's. Somente um adolescente ou um lobisomem, sentem prazer de fazer parte do bando. Eles gostam de se gabar de fazerem parte de milhões que marcharam em direção ao cinema para assistir aos filmes. Você é diferente, você prefere fazer parte de um grupo menor que sabe como gastar seu dinheiro suado.


9. “Avatar” está chegando, com a previsão de lançamento em Dezembro. Dinheiro não tá fácil nesse momento, e você quer economizar o dinheiro gasto com ingresso em um negócio mais adulto e com qualidade.


10. As filas estão muito longas, tá um saco comprar ingresso nessa época do ano.