
Fazer sucesso financeiro é garantia de seqüência / franquia, o que nos garante o pré-requisito de ter que assistir um filme com a mesma formula do primeiro para garantir o sucesso de novos filmes. É sobre esse lema que Hollywood vive hoje, por mais que o filme progenitor seja ruim, afinal sucesso é tudo. Temos vários exemplos de franquias ruins que fizeram sucesso e garantiram inúmeras seqüências: American Pie, Aliens VS Predator (os filmes individuais são infinitamente melhores), Resident Evil (pena que a adaptação só está no nome) e etc.
Porém, para toda regra existe uma exceção, neste caso estamos falando da franquia A Era do Gelo, que começou com apenas um filme mediano, melhorando no segundo e conseguindo seu ápice neste terceiro exemplar (lançado inclusive com a técnica 3d).
A Era do Gelo foi o primeiro filme em animação da 20th Century Fox, lançando em 2002 e dirigido por duas mãos por Chris Wedge e pelo brasileiro Carlos Saldanha, esse que veio a assumir o segundo e agora este terceiro exemplar.
Tirando leite de pedra para enriquecer os produtores de Hollywood e garantir mais um sucesso para o diretor Carlos Saldanha, que está produzindo um novo filme de animação chamado de Rio, acompanhamos mais uma vez a turma da era glacial: Sid, Manny, Diego, Ellie e seus dois irmãos (gambás) e o novo personagem Buck, uma doninha pra lá de marrenta e louca.
A história dessa vez tem um tom mais Disney de ser, ou seja, tentando e conseguindo com êxito colocar os valores familiares e da amizade acima de tudo no desenrolar dos atos. Desta vez Manny e Ellie estão à espera do seu bebê, Diego sente que está ficando molenga e decide seguir seu próprio caminho sem seus amigos por se sentir na necessidade de novas aventuras, enquanto Sid vai à busca de sua própria família encontrando ovos de dinossauro e tentando criá-los como filhos. É nessa tentativa de construir essa família um tanto quanto estranha que Sid acaba se metendo em uma enrascada quando a mãe verdadeira dos ovos acaba levando a preguiça desastrada para um mundo subterrâneo e, como diria o narrador de filmes da Sessão da Tarde da TV Globo: “arrumando grandes confusões” para seus amigos que vão tentar resgatá-lo. Ah, ainda tem o esquilo Scrat que ainda está atrás de sua noz, só que dessa vez ele conseguiu uma concorrente / aliada, uma “Scratita”, por quem acaba se apaixonando.
Por falar no Scrat, talvez nele resida a melhor sacada do filme: o seu encontro com a esquilinha sexy. A cena do tango é simplesmente genial. Ah, fato curioso: quando estava assistindo ao filme em uma sessão lotadíssima, com gente de tudo quanto é tipo e crianças que ficavam gritando ao longo do filme, que ouvi uma pérola de um “folião” na cena que citei: “ahahaha, eles estão dançando valsa”. É pra se matar e pedir que o enterre de barriga pra baixo para não ter risco de voltar.
Superior aos dois primeiros filmes, este novo A Era do Gelo vai deixar qualquer um satisfeito ao sair do cinema. Não é nenhuma obra prima, mas exerce bem o seu papel. Um filme feito pra família, que pode divertir tanto a criançada quanto aos adultos. Mas por favor, já chega de sequências desnecessárias.
Nota: 8,0 – Vale o ingresso!
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