quarta-feira, 13 de maio de 2009

Que Diabos Aconteceu com...Robin Williams

Já ouviram falar da maldição do Oscar? É mais ou menos assim: o ator ou atriz tem até uma carreira regular, não é um mega-astro ou é um astro do primeiro time de Hollywood, mas volta e meia emplaca um sucesso. Até que um certo dia, no seu colo cai o papel da sua vida, aquele que cai nas graças do público e da crítica, fazendo com ele(a) ganhe a tão sonhada estatueta careca dourada. É ai que entra a tal da “maldição”.
Após ser premiado (a), o ator ou atriz começa a descer ladeira abaixo, não consegue emplacar mais nenhum sucesso e vira ator de filme direto para locadora. E isso nos leva ao primeiro astro dessa nova coluna... Robin Williams, que tempos atrás era considerado o cara mais engraçado do cinema, seu carisma era notório e filmes como Uma Babá Quase Perfeita e Jumanji lhe colocaram no topo, mas o cara tinha que ganhar um Oscar e foi injustamente pelo fraco Gênio Indomável (naquele ano o vencedor deveria ter sido Burt Reynolds por Boggie Nigths).

De lá pra cá o cara só fez bomba como Flubber e Um Sinal de Esperança, dentre outras baboseiras que nem vale a pena falar, só vale dizer que ele já virou ator de filmes home-video. O último filme bom que ele fez foi Insônia com Al Pacino e só. Talvez por achar que era um ator de respeito, Robin se meteu a fazer filmes sérios e só se deu mal e quando quis voltar a fazer filmes de comédia o público já não achava mais graça. É triste, mas tem gente que gosta do cara, talvez um Uma Babá quase Perfeita 2 possa fazer com que ele seja lembrado novamente, mas ta difícil.

O mundo não seria o mesmo sem... O Poderoso Chefão


A trilogia O Poderoso Chefão é um marco do cinema, revolucionou os filmes de gangsteres e foi o primeiro filme a ganhar dois Oscars no primeiro e no segundo longa. O primeiro filme lançado em 1971 era o inicio da saga da família Corleone no cinema, escrito e dirigido pelo então novato (apesar de já premiado com um Oscar pelo roteiro de Patton) Francis Ford Coppola, o filme era baseado no livro de Mario Puzo, The Godfather. O primeiro filme é arrebatador, Marlon Brando que interpreta o chefão Vito Corleone dá um show de interpretação, apoiado por um elenco que ainda incluía James Caan, Robert Duvall, Tália Shire, John Cazale e Diane Keaton. Nesta primeira parte da trilogia vemos como o até então deslocado filho de Vito, Michael (Al Pacino), entra no submundo da máfia para vingar o seu pai que havia sofrido um atentado. A Cena de James Caan sendo cravado de balas é uma imagem para ficar na história do cinema, bem como as cenas finais no qual Michael Corleone se torna o novo Chefão através de uma série de mortes, que tem como pano de fundo a trilha sonora inesquecível de Nino Rota. Este primeiro filme fala sobre conspirações, vingança e em nenhum momento as cenas são gratuitas, tudo faz parte uma grande história que estava apenas começando.




No segundo filme Copolla decide inovar, faz um prequel e ao mesmo tempo narra a ascensão de Michael no mundo do crime. Início do século XX, após a máfia local matar sua família, o jovem Vito (Robert De Niro) foge da sua cidade na Sicília e vai para a América. Já adulto, em Little Italy, Vito luta para ganhar a vida (legal ou ilegalmente) para manter sua esposa e filhos e com isso vai crescendo no mundo da máfia. Um legado de família que vai até os enormes negócios que nos anos 50' são controlados pelo caçula, Michael Corleone (Al Pacino). Agora baseado em Lago Tahoe, Michael planeja fazer por qualquer meio necessário incursões em Las Vegas e Havana, porém, também descobre que sua ambição acabou com seu casamento com Kay (Diane Keaton) e até mesmo seu irmão Fredo (John Cazale) o traiu. Escapando de uma acusação federal, Michael concentra sua atenção para lidar com os seus inimigos. Esta segunda parte consegue ser melhor que o primeiro filme, sendo a cena em que Michael manda matar seu irmão é de arrepiar, até hoje não sei como Al Pacino não ganhou um Oscar por esse filme, o seu personagem é sombrio e nada lembra o personagem do inicio do primeiro filme. É perceptível como o poder mudou a sua personalidade, interpretação de Pacino é superior a de Brando, infelizmente só DeNiro foi premiado.



O Terceiro filme é o mais fraco de todos, mas ainda é superior a muitos filmes do gênero, mais uma vez a academia ignorou Al Pacino que neste filme nos entrega outra grande interpretação, prova disso é a cena em que ele se confessa com um padre por ter matado seu irmão. O terceiro filme é desfecho da saga da família Corleone e mostra Michael dando sua última cartada para tentar transformar em legais os negócios da família. Andy Garcia faz um filho bastardo de Sonny Corleone (James Caan) e que pode ser o sucessor de Michael. Porém estes filmes têm algumas coisas que incomodam: o primeiro é o fato de que o papel da filha de Michael, primeiramente foi oferecido a Wynona Ryder que iria interpretar Mary Corleone, porém, com a desistência de Ryder, Sofia Coppola (filha do diretor) assumiu o papel, sua interpretação é sofrível e deixa a trama um pouco arrastada. Outro ponto negativo são as repetições de algumas situações já abordadas no 1º e 2º filme como as mortes em seqüências, morte na família Corleone e as conspirações no mundo da máfia. Mesmo assim o filme é fantástico e encerra de forma digna esta trilogia.A trilogia O Poderoso Chefão são filmes que dão gosto de ver, que marcam a sua vida e é uma aula de cinema, uma obra-prima que deve ser guardada como uma relíquia sagrada, sem exageros, porque nunca Hollywood vai conseguir repetir essa façanha que o jovem Francis Ford Copila conseguiu. É um trabalho magistral, um épico moderno que cinema e público consagraram, o mundo do cinema não seria o mesmo sem o Poderoso Chefão, uma trilogia perfeita que mostra como o poder é capaz de transformar as vidas das pessoas, seja em uma família de mafiosos ou na nossa humilde família, os laços que unem pais, irmãos por mais fortes que sejam. Talvez não resistam ao poder no qual o homem pode ter nas mãos. Se você não tem este filme em DVD, corra para uma loja e compre, aproveite que está sendo lançada uma nova versão chamada O Poderoso Chefão-Restoration, item obrigatório para qualquer fã da sétima arte.
Autor: Marcelo Moraes

terça-feira, 5 de maio de 2009

Nova Geração de Bons Diretores de Cinema

Na década de 70 surgiu uma geração de diretores que mudaram a história do cinema, com filmes que mostravam uma visão sombria do mundo e que rompia valores tradicionais de uma sociedade americana traumatizada pela guerra do Vietnã. Neste cenário, nomes como Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, William Friedkin, Michael Cimino, Steven Spielberg, George Lucas e Woody Allen nos mostraram uma nova forma de ver filmes. Hoje, uma nova geração de diretores surge com a mesma genialidade desses diretores citados. Segue abaixo a lista dos diretores que mostram que ainda há salvação para o cinema americano.

P.T. Anderson

Em seu segundo filme, Boogie Nights, Paul Thomas Anderson (não confundir com o diretor canastrão de Aliens x Predador, Paul Anderson) mostrou que era um diretor diferenciado, o tema ousado (o mundo pornô) mostrou toda a coragem deste grande diretor em visão psicodélica de um mundo de luxuria e glamour, por que não?
Logo em seguida ele foi ao fundo da alma humana para filmar a obra-prima Magnólia, um filme visceral, com direito a chuva de sapos e o elenco cantando a mesma musica em uma seqüência melancólica e genial. Anderson ainda faria Embriagados no Amor, que mostrou ao público e a Adam Sandler que se ele quisesse podia ser um grande ator, o filme é o menos genial do diretor, mas é bem acima da média. A consagração veio no ano passado com Sangue Negro, um grande épico que contou com a saga de um empresário do petróleo, um filme digno de clássicos como Assim Caminha a Humanidade, pena que a excepcional interpretação de Daniel Day Lewis ofuscou o filme, que deveria ter ganhado o Oscar na categorial principal. Porém P.T. Anderson não precisa de Oscar, pois já provou que é o melhor diretor da nova geração, um cineasta ousado capaz de desenvolver temas complexos e dar uma aula de cinema.

Darren Aronofsky

Com PI e Réquiem para um Sonho, o diretor Darren Aronofsky conquistou a critica e foi chamado de o novo gênio do cinema. Aronofsky é um diretor capaz de desenvolver idéias de forma bastante original e faz o chamado cinema autoral. Entregou a Ellen Bursty uma das melhores atuações da sua carreira em Réquiem para o Sonho, em um filme que falava sobre o consumo de drogas. Porém, todo gênio tem fama de louco, com Darren isso foi comprovado quando a critica vaiou seu, até então maior projeto, A Fonte da Vida. O filme é bom, só que é de difícil assimilação e ninguém está muito a fim de pensar ultimamente, tanto que Brad Pitt pulou fora, o orçamento estourou e o diretor teve que brigar para o filme ser lançado.
Uma das maiores provas da comptência de Darren foi demonstrada no ano passado com o excelente The Wrestler (O Lutador), que conta a historia de um lutador de luta - livre interpretado por Mickey Rourke, vencendo assim o mesmo festival de Veneza ao qual seu filme anterior foi vaiado. Acima de tudo ele conseguiu algo que nem macumba dava jeito: Ressuscitar a combalida carreira do freak Mickey Rourke . E para alegria de todos, ele foi contratado pela MGM para dirigir o novo filme do Robocop, a ser lançado em 2010.

David Fincher

Seven e Clube da Luta. Não precisa dizer mais nada. Fincher nos deu estas duas obras-primas do cinema, já deixou seu nome gravado na história da sétima arte. Fincher é aquele diretor que briga com estúdios para manter suas idéias, é corajoso e sabe como ninguém trabalhar com temas densos e complexos. Sua direção é claustrofóbica, refletindo em filmes como o pouco visto O Jogo (com Michael Douglas), Zodíaco e Quarto do Pânico (com Jodie Foster). David Fincher é um diretor com “D” maiúsculo, em seu último filme, Benjamim Button, ele resgatou sua parceria com Brad Pitt e conseguiu sua primeira indicação para o Oscar, não que para ele isso faça a diferença, pois seu talento é muito superior para ser mensurado neste tipo de premiação.

Spike Jonze
Quando foi anunciada a produção de Quero ser John Malkovich a critica já dizia que o filme seria uma bomba, devido ao tema bizarro: um homem encontra uma porta para a cabeça do ator John Malkovich, interpretando ele mesmo. Já se esperava um dos piores filmes dos últimos tempos. Para surpresa de todos, o talentoso diretor, juntamente com o roteirista Charlie Kaufman, fizeram um filme estranho, mas muito bem resolvido, com uma historia original como há muito tempo o cinema não via. O ex-diretor de clipes mostrou no seu filme seguinte, Adaptação, que seu filme anterior não era sorte de principiante. Novamente em parceria com Charlie Kaufman, demonstrou ser um dos diretores mais talentosos da nova geração. Para completar, seu próximo filme Where the Wild Things Are é uma animação adaptada do popular livro infantil escrito por Maurice Sendak, o filme mistura atores reais com animação computadorizada.
Peter Jackson
Peter Jackson seria o Spielberg do novo milênio, porém mais sombrio, sua visão cinematográfica o fez ser o escolhido para levar as telas a até então infilmável trilogia do Senhor dos Anéis. Porém, Jackson se mostrou competente e fez dos 3 filmes verdadeiras obras-primas, com a mesma importância que Star Wars teve na década de 70. King Kong, seu filme após o sucesso de Senhor dos Anéis, é um bom filme que mostrou a habilidade de Jackson em contar boas historias com efeitos especiais de cair o queixo. Em breve teremos Jackson dirigindo a versão live action de Tin Tin, um clássico assim como Senhor dos Anéis, alguém tem duvida que será um sucesso? Eu não. Antes disso ele dirige a versão cinematográfica do best-seller de Alice Sebold intitulado "Uma vida interrompida: Memórias de um Anjo Assassinado" (The Lovely Bones). O filme será escrito e dirigido por Jackson.

Guillermo Del Toro
Com filmes como a Espinha do Diabo, o diretor mexicano Guillermo Del Toro mostrou seu talento para o mundo, em Hollywood dirigiu duas grandes adaptações de historia em quadrinhos: Blade 2 e Hellboy. Mas seu grande filme mesmo é o excepcionai Labirinto do Fauno: um filme marcante e impactante, muito bem dirigido e que merecia muito mais badalação do que lhe foi dado na época, o filme se disfarça de fábula para contar uma triste e trágica história sobre a Guerra Civil espanhola.
Talvez a consagração só venha mesmo com o Hobbit (prequel de Senhor dos Anéis). Del Toro é um dos diretores com mais projetos em Hollywood no momento, tanto como diretor como produtor. Guarde esse nome, pois você ainda vai ouvir falar muito deste mexicano.

Christopher Nolan

Original, essa é uma característica do diretor Christopher Nolan com o sensacional Amnésia, mostrando que ainda era possível fazer filmes originais em uma Hollywood cada vez menos inspirada. O filme era narrado de trás para frente de forma não linear, um filme cujo expectador não podia desgrudar nenhum minuto da tela, pois podia perder alguma dica que o diretor colocava em cada cena.
Sua obra posterior, Insônia, abordava uma temática sombria da alma humana, uma viajem à mente de um criminoso e de um policial cuja consciência era seu pior inimigo. Além disso, o diretor foi o único além de Gus Van Sant a conseguir uma boa atuação de Robin Williams, só isso já lhe valeria um Oscar. Com Batman Begins e Batman - O Cavaleiro das Trevas, Hollywood teve que reconhecer que Nolan era um dos melhores que surgiram nos últimos tempos, ele foi o responsável por ressuscitar uma franquia que estava morta e enterrada, o novo Batman é a versão definitiva do herói para o cinema. Batman 2 foi maior bilheteria do ano passado, e já é uma das maiores do cinema.